Sábados, 19h30
Reprise na madrugada de terça para quarta, 01h


O programa Vitrine, da TV Cultura, está completando 18 anos em 2008. É a maioridade da primeira revista eletrônica do Brasil a revelar o que acontece nos bastidores da comunicação, das mídias em geral. Na época em que programa nasceu, computador era coisa rara, a internet não existia e a televisão por assinatura era um projeto que ainda estava no papel. As câmeras e as fitas com que gravávamos os programas eram grandes e pesadas, e o sistema de edição obsoleto se comparado ao atual, mas a idéia de um produto moderno já estava lá.

O Vitrine inovou em seu estilo, e influenciou programas de outras emissoras. Coincidência ou não, foi depois das primeiras reportagens de bastidores do Vitrine irem ao ar que o termo “making of” se tornou mais popular na televisão e nos cadernos especializados dos grandes jornais do país. Nesses dezoito anos no ar, o programa também aprendeu a se reinventar. Foram várias fases, com apresentadores diferentes, todos de grande talento e carisma.

No primeiro formato, Nelson Araújo e Maria Antônia Demasi apresentavam o programa ao vivo, com notícias e bastidores da própria emissora. Depois vieram Cássia Melo e Leonor Corrêa, a irmã do Faustão, que trouxe para o programa mais humor e irreverência. Renata Ceribelli deu continuidade às grandes reportagens de bastidores da tevê brasileira, e Maria Cristina Poli ajudou a consagrar o Vitrine com um tom mais jornalístico e entrevistas inesquecíveis, além de levar o programa para países como Inglaterra e Japão, onde realizou edições especiais. Marcelo Tas conectou o programa com o mundo virtual, e fez a nossa primeira transmissão ao vivo, via internet, direto da Austrália. Hoje, Rodrigo Rodrigues e Sabrina Parlatore formam a dupla de apresentadores, e repórteres, de um novo Vitrine. Uma evolução do que o programa tem sido durante todos esses anos, agora também com um olhar atento às mídias digitais.

Aliás, quando o termo mídia (do latim media) ainda era pouco utilizado, citado apenas nos meios intelectualizados dos cadernos de cultura, o Vitrine saia na frente, já estava de olho nele, tentando desvendar o que acontecia por trás das câmeras e dentro das redações, nos sets de cinema, nos palcos e nos camarins de todo o Brasil.