Durante as décadas de 1920 e 1930, o Brasil começou a ser desenhado por artistas, políticos e intelectuais. Era um Brasil que se olhava e que passava a valorizar sua miscigenação. Nomes como os de Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre, Caio Prado Junior, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Getúlio Vargas compunham o time de arquitetos de um país que precisava se reconhecer como nação.
O maestro carioca Heitor Villa-Lobos (1887-1959) foi o responsável pela trilha sonora dessa utopia nacional. O violonista e violoncelista tomou a cultura popular e os elementos da natureza para compor uma obra antropofágica que se tornaria referência do modernismo musical brasileiro.
Morto há exatos 50 anos, Villa-Lobos ainda inspira o Brasil. Para sublinhar sua importância, a Fundação Padre Anchieta - por meio da TV Cultura e das rádios Cultura Brasil e Cultura FM - apresenta este hotsite que reúne programas de seu acervo e inéditos que serão exibidos em novembro.
TV Cultura - Confira o especial sobre o maestro carioca, com depoimento do antropólogo Paulo Renato Guérios.
Playlist - Grupo de Percussão da UFMG e o Coral Infantil da Fundação Clóvis Salgado interpretam composições infantis adaptadas por Villa-Lobos.
Playlist - Canções compostas por Villa-Lobos ganham versões de artistas populares, como Ney Matogrosso, Mônica Salmaso, Maria Bethânia e Almir Sater.