Lytha Spíndola
Segunda-feira, 15 de Março de 2010 (1197)
Há oito anos o Brasil contestava judicialmente o subsídio dado pelos Estados Unidos aos seus produtores de algodão. Essa semana, a Organização Mundial do Comércio deu ganho de causa e autorizou o país a retaliar o governo americano. A decisão acirra a disputa comercial entre os dois países e provoca polêmica e preocupação nos setores produtivos e de comércio exterior. Mais de cem produtos podem pagar mais imposto de importação para entrar no Brasil. A economista Lytha Spíndola é secretária-executiva da CAMEX, a Câmara de Comércio Exterior. Ela foi responsável por estudar e divulgar a lista dos produtos americanos que o Brasil pretende sobretaxar. Ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a CAMEX cuida de formular, implantar e coordenar as atividades de comércio externo, incluindo o turismo. Lytha Spíndola está no cargo desde junho de 2007. Entenda o caso: Em 2002, o Brasil questionou a legalidade do subsídio americano aos seus produtores de algodão, alegando que a prática distorcia os preços internacionais e prejudicava o algodão brasileiro. Em 2005, o Brasil venceu a disputa, mas os Estados Unidos não obedeceram a decisão. Em novembro de 2009, a OMC autorizou o Brasil a retaliar as importações americanas nas áreas de bens, serviços e propriedade intelectual.
- Apresentação: Heródoto Barbeiro
- Entrevistado(s): Lytha Spíndola
- Entrevistadores: Nelson Blecher, Denise Campos de Toledo, Jorge Félix, Alastair Stewart
- Colaboradores: André Di Lucca , Ricardo Azarite, Lidi Faria, Vinicius Bruno Viana
- Fotografias: André Di Lucca