Antes de um programa estrear na TV, é gravado um piloto para testar o formato da atração. Este é o programa piloto, o programa zero do Roda Viva
Antes de um programa estrear na TV, é gravado um piloto para testar o formato da atração. Este é o programa piloto, o programa zero do Roda Viva
História
- Rodolpho Gamberini 1986-1987
O primeiro apresentador do Roda Viva nasceu em Santos, São Paulo, no ano de 1953. Rodolpho Gamberini formou-se jornalista pela Faculdade Cásper Líbero. Graduado também em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), iniciou sua carreira em 1974. Trabalhou por cinco anos no jornal Folha de S. Paulo, foi correspondente internacional na Itália e nos Estados Unidos e repórter da Rede Globo de Televisão, antes de ingressar na TV Cultura, onde, além do Roda Viva, apresentou o programa Opinião Nacional.
- Augusto Nunes – 1987-1989
Apresentador do Roda Viva por dois anos, Augusto Nunes ganhou quatro vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, dirigiu as revistas Veja, Época, Forbes e os jornais O Estado de São Paulo, Jornal do Brasil e Zero Hora. Publicou as memórias do jornalista Samuel Weiner Minha Razão de Viver e a biografia de Tancredo Neves, entre outros livros. No livro Eles mudaram a imprensa, organizado pela Fundação Getúlio Vargas, foi incluído entre os seis principais jornalistas do país.
- Jorge Escosteguy – 1989-1994
Gaúcho de Santana do Livramento, Jorge Escosteguy começou a carreira em sua cidade natal, no Jornal Platéia. Passou por Porto Alegre e Florianópolis, antes de chegar a São Paulo, onde integrou as equipes da Revista Veja, Istoé e da Rede Globo, antes de trabalhar na TV Cultura, onde foi diretor de Jornalismo e apresentou os programas Roda Viva e Opinião Nacional.
Foi também presidente da Fundação Roquette Pinto e assessor do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Faleceu em novembro de 1996, vítima de insuficiência cardíaca.
- Rodolfo Konder 1990
Jornalista e escritor premiado, Rodolfo Konder foi secretario de Cultura do Município de São Paulo, integrou a diretoria da Bienal de São Paulo e o Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta. Presidiu a Seção Brasileira de Anistia Internacional e trabalhou nas revistas Realidade, Visão, Istoé, Época e Nova. Além de apresentador do Roda Viva, na TV Cultura foi diretor-chefe e apresentador do Jornal da Cultura. Trabalhou também como colunista do Jornal O Estado de São Paulo e integrou a equipe da Rádio Canadá, durante o período em eu esteve no país como exilado político. Foi professor de Jornalismo na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e diretor da Faculdades Integradas Alcântara Machado (Fiam).
- Roseli Tardelli – 1994
Primeira mulher a ser apresentadora titular do Roda Viva, Roseli tardelli também trabalhou na Folha de S. Paulo, no SBT e na TV Gazeta. Atualmente, é uma das principais ativistas dos direitos dos portadores de AIDS e da prevenção da doença. Criadora , editora executiva da Agência de Notícias da AIDS e irmã de uma vítima da doença, fundada em 2003, dedica sua vida profissional à transmissão de conhecimento sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida no Brasil e no mundo.
- Heródoto Barbeiro 1994- 1995; 2009
Jornalista e historiador. Foi professor de História por mais de 15 anos na Universidade de São Paulo, mas no curso da carreira, optou por ser jornalista. Na nova profissão, recebeu prêmios da UNESCO, Líbero Badaró, Associação Paulista dos Críticos de Arte, Fundação Ayrton Senna e Ateneu Rotário. Depois de 14 anos afastado da função de apresentador titular do Roda Viva, volta em 2009 a ancorar o programa. Neste intervalo, apresentou outros programas da TV Cultura, como o Balanço Social, Jornal da Cultura, Panorama e Opinião Nacional.
Heródoto é também gerente de jornalismo do Sistema Globo de Rádio e âncora do jornal da CBN.
- Matinas Suzuki Jr. – 1995-1998
Nascido no interior de São Paulo, Matinas deu, ainda jovem, início a uma carreira jornalística que passaria pelos principais veículos de comunicação brasileiros. Permaneceu por 16 anos na Folha de S. Paulo, onde chegou a ocupar o segundo lugar na linha hierárquica no período em que a diretoria do jornal traçava sua reformulação; apresentou o Roda Viva na TV Cultura; foi diretor editorial na Editora Abril; e co-presidente do portal IG. Além de jornalista, é filósofo.
- Paulo Markun – 1998 – 2007
Paulo Markun nasceu em São Paulo, em 1952. Jornalista profissional desde 1971, traz em seu currículo uma vasta experiência, tendo sido repórter, editor, comentarista, chefe de reportagem e diretor de redação em emissoras de televisão, jornais e revistas. Em 1998, Markun passou a apresentar o programa Roda Viva, da TV Cultura, e permaneceu à frente da atração até janeiro de 2008 - sendo que, nos últimos três anos, também acumulou o cargo de diretor da atração. Atualmente, preside a Fundação Padre Anchieta, mantenedora das Rádios e TV Cultura, e TV Rá Tim Bum. Em sua trajetória profissional, o jornalista ainda contabiliza oito documentários e treze livros
- Carlos Eduardo Lins da Silva – 2008
Natural de Santos, no litoral paulista, Carlos Eduardo Lins da Silva começou a carreira jornalística como repórter, aos 18 anos, nos jornais Diário da Noite e Diário de S.Paulo. Em 1984, foi contratado pelo jornal Folha de S. Paulo, onde foi repórter, redator, editor, secretário de Redação, diretor-adjunto de Redação e correspondente em Washington. Deixou o veículo para ajudar a fundar o jornal Valor Econômico, do qual foi diretor-adjunto de 1999 a 2004. Além da atividade jornalística, manteve intensa vida acadêmica. É mestre em comunicação pela Michigan State University e doutor e livre-docente em Comunicação pela Universidade de São Paulo. Lecionou em universidades no Brasil e nos EUA e é autor de dez livros. Ao deixar a apresentação do Roda Viva, tornou-se Ombudsman do jornal Folha de S. Paulo.
- Lilian Witte Fibe – 2008
Formada pela Universidade de São Paulo, a jornalista Lilian Witte Fibe trabalhou nos jornais Folha de S. Paulo, Gazeta Mercantil e Jornal do Brasil. Na TV, apresentou noticiários especializados em economia na Rede Bandeirantes, onde ancorou também o programa de entrevistas Crítica e Autocrítica. Também foi repórter, comentarista econômica, editora e apresentadora do Jornal Nacional, além de editora-chefe e apresentadora do Jornal do SBT e do Jornal da Globo. Em rádio, Witte Fibe foi comentarista de economia na Excelsior e na Bandeirantes AM. Na internet, desenvolveu trabalho pioneiro em vídeo no Portal Terra, como diretora-responsável de noticiário multimídia e interativo, o Jornal da Lillian. Foi ainda âncora do site UOL News.
apresentação: Heródoto Barbeiro
chefe de redação: Sérgio de Castro
editores: Helio Soares e Vicente Lomonaco
coordenadora de produção: Lúcia de Mendonça
assistente de produção: Eduardo Petrella
estagiário: João Monteiro
chargista: Paulo Caruso
contato: rodaviva@tvcultura.com.br
Desde 1986, quando a democracia engatinhava após o regime militar, a TV Cultura abriu um espaço plural para a apresentação de idéias, conceitos e análises sobre temas de interesse da população, num espaço raro na televisão para a reflexão não só da realidade brasileira e mundial, como do próprio jornalismo e dos jornalistas.
O programa oferece à sociedade brasileira uma informação de interesse público, promovendo o aprimoramento educativo e cultural de telespectadores e internautas, visando a transformação qualitativa da sociedade.
Num cenário único, os entrevistados colocam-se diante de jornalistas e especialistas convidados para expor suas opiniões e esclarecer questões relevantes para a sociedade brasileira.
Repetida semanalmente ao longo de duas décadas, a fórmula transformou o Roda Viva num marco no debate democrático e reflexivo em torno de temas e idéias.
Neste período, o programa Roda Viva acumulou um acervo respeitável, com mais de mil entrevistas. Entre seus convidados estão as mais relevantes figuras do cenário brasileiro e personalidades internacionalmente conhecidas da política, economia, cultura e esportes.
Durante uma hora e meia, todas as segundas-feiras, o programa é exibido pela TV Cultura da Fundação Padre Anchieta e retransmitido em rede nacional por outras emissoras de todos os estados brasileiros.
Desde maio de 2008, o Roda Viva leva para seus estúdios convidados para realizar coberturas colaborativas usando o Twitter - recurso que possibilita envio e troca de mensagens instantâneas na internet. A partir de março de 2009, o programa inaugura na IPTV Cultura, a webTV da Fundação Padre Anchieta, as transmissões participativas e passa a ser exibido on-line , antes de ser transmitido na televisão.
Durante a exibição, promove interação por meio de um canal de bate-papo, usa conteúdos multimídia para contextualizar o tema em debate e abre três transmissões simultâneas do programa para que o telespectador tenha acesso a múltiplos ângulos, com a visão da câmera do programa ao vivo, dos bastidores e dos desenhos do cartunista Paulo Caruso. Trata-se da consolidação de um modelo de transmissão que integra TV e internet.
Democrático na escolha dos seus convidados, o Roda Viva assegura aos seus telespectadores uma visão abrangente do pensamento contemporâneo. E foi a repercussão das entrevistas, sempre muito grande, em razão do perfil de seu público e da relevância do debate, que transformou o Roda Viva no mais respeitado programa de entrevistas da televisão brasileira.
Sob a presidência de José Sarney, o Brasil retoma o caminho rumo à democracia e enfrenta uma guerra contra a inflação. Dílson Funaro e João Sayad tentam reequilibrar a economia e controlar a disparada mensal dos preços com o Plano Cruzado.
O PMDB elege 22 dos 23 governadores. Orestes Quércia sucede Franco Montoro em São Paulo e o partido conquista maioria absoluta na Câmara e na Constituinte, a ser instalada em 1987.
Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso se elegem para o Senado e Ulysses Guimarães acumula as funções de presidente do Congresso e do Partido.
Passada a eleição, o governo libera os preços, a popularidade do presidente despenca e há quebra quebra em Brasília. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), presidida por Jair Meneghelli, esboça uma greve geral, que fracassa.
Na Fórmula 1, Alain Prost é bicampeão, seguido por Nelson Piquet e Ayrton Senna. Em Cannes, Fernanda Torres ganha o prêmio de melhor atriz, com o filme de Arnaldo Jabor, Eu sei que vou te amar. O Brasil já registra 875 casos e 455 óbitos de AIDS, que deixa de ser vista como uma doença de gays. O São Paulo de Dario Pereira conquista o campeonato brasileiro de Futebol.
Um acidente nuclear na usina soviética de Chernobyl mata mais de 250 pessoas e causa câncer em milhões. O ônibus espacial Challenger explode durante o lançamento.
Termina o congelamento de preços do Plano Cruzado. Tomam posse os novos governadores. O governo decreta moratória dos juros da dívida externa. Luiz Carlos Bresser Pereira assume o Ministério da Fazenda, retoma as negociações com o FMI e suspende a moratória. Mas a inflação chegará a 366% no ano.
A Constituinte faz seis rascunhos da nova carta. José Lourenço e Roberto Cardoso Alves, entre outros, se organizam no Centrão, para barrar o avanço da Esquerda. Relator da Comissão de Sistematização, Bernardo Cabral torna-se uma figura nacional.
Um acidente com uma cápsula de césio 137 contamina brasileiros em Goiânia, Goiás.
Dom Luciano Mendes de Almeida assume a CNBB. Nelson Piquet conquista o tricampeonato mundial de Fórmula 1. Ayrton Senna fica em terceiro, superando Prost.
A União Soviética Libera 140 presos políticos e assina um acordo sobre armas nucleares com os Estados Unidos, onde Mikchail Gorbachev reúne-se com o presidente Ronald Regan. Margareth Tatcher conquista o terceiro mandato na Inglaterra.
Nos territórios ocupados por Israel, começa a Intifada. A driga AZT começa a ser usada no tratamento da AIDS.
Bresser Pereira é substituído por Maílson Nóbrega. Dissidentes do PMDB formam o Partido da Social Democracia Brasileira. Ulysses Guimarães promulga a nova Constituição. José Sarney discursa em plenário vazio na Organização das Nações Unidas (ONU). Na usina de Volta Redonda, o Exército mata três operários. O PT conquista 37 prefeituras, inclusive a de São Paulo, com Luiza Erundina. Há menos greves no setor privado e muitas paralisações entre os funcionários públicos.
O líder seringueiro Chico Mendes é morto. Traficantes controlam favelas no Rio e o seqüestro torna-se comum.
Ayrton Senna é campeão com a McLaren, derrotando Alain Prost. Nas Olimíadas, o Brasil é ouro no Judô com Aurélio Miguel e prata no futebol. O cantor e compositor Lobão faz uma turnê empolgante, antes de ser condenado por porte de drogas.
Mike Tyson torna-se campeão mundial de Boxe. Yasser Arafat renuncia a todas as formas de terrorismo. George Bush é o primeiro vice a chegar ao poder nos Estados Unidos. Os chilenos decidem pela volta à democracia, mas Pinochet se mantém no comando. Na Argentina, os carapintadas assustam, mas a democracia se mantém. No Paraguai, Alfredo Stroessner conquista seu oitavo mandato.
O cineasta espanhol Pedro Almodóvar consagra-se com Mulheres à beira de um ataque de nervos.
O empresário Abílio Diniz é seqüestrado e sai do cativeiro na véspera da eleição. Aos 40 anos, depois de ser coroado como caçador de marajás pela grande mídia, o carioca Fernando Collor, derrotando Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, se elege presidente, prometendo combater os privilégios na máquina do governo, abrir a economia, privatizar estatais e aumentar o bolo para dividir a renda. Praticamente desconhecida, Zélia Cardoso de Mello assume o comando da Economia.
Paulo Coelho faz sucesso instantâneo com o livro O Alquimista. O fax vira mania. Mais de 110 mil máquinas no Brasil, enquanto o pesquisador europeu Tim Berners-Lee desenvolve uma rede mundial de computadores denominada World Wide Web – www.
Cai o muro de Berlim. Na Praça da Paz Celestial em Pequim, a repressão a um protesto estudantil deixa um número incerto e impressionante de mortos.
Os romenos fuzilam o ditador comunista Nicolae Ceausescu. Os EUA invadem o Panamá e derrubam o governo de Manuel Noriega, acusado de relação com o narcotráfico. Depois de 34 anos de governo no Paraguai, Alfredo Stroessner passa a viver em Brasília.
O escritor Salman Rushdie publica Versos Satânicos e tem a cabeça posta a prêmio pelo aiatolá Khomeini.
Garantindo que matará o tigre da inflação com um tiro só, o presidente Fernando Collor de Mello congela o saldo bancário e confisca a poupança dos brasileiros, num plano ousado pilotado pela ministra da Economia Zélia Cardoso de Mello. O líder comunista Luís Carlos Prestes é enterrado como herói. Integrantes de sua antiga organização, o Partido Comunista Brasileiro (PCB), como Roberto Freire, abandonam a tradição marxista e criam o Partido Popular Socialista (PPS).
O cantor e compositor Cazuza morre vítima de AIDS, depois de protagonizar uma agonia pública. Sua mãe, Lucinha Araújo, torna-se uma militante na luta contra a doença.
A Argentina derrota o Brasil e a seleção comandada pelo técnico Sebastião Lazzaroni não vai à final da Copa do Mundo de Futebol. O grande sucesso televisivo é Pantanal. Escrita por Benedito Rui Barbosa, a novela da Rede Manchete tem como heroína Juma, interpretada por Cristiana Oliveira, que vira musa nacional. Com a extinção da Embrasilme o cinema nacional entra numa crise de produção.
Saddam Hussein invade o Kuwait e os Estados Unidos mandam tropas para a Guerra do Golfo. A Alemanha se reunifica. Margareth Thatcher deixa o poder na Inglaterra. Nelson Mandela sai da prisão após 27 anos e volta a participar das negociações para acabar com o Apartheid na África do Sul. O sindicalista Lech Walesa é eleito presidente da Polônia.
Zélia Cardoso de Mello é substituída por Marcílio Marques Moreira, embaixador brasileiro em Washington. O novo ministro da Economia não promete nada, salvo o fim dos choques. A imprensa denuncia a ação da chamada República de Alagoas, do tesoureiro da campanha de Collor, Paulo César.
Militante do MR-8 e do PCdoB tumultuam a entrada da Bolsa de Valores do Rio, onde deveria ocorrer o leilão da Usiminas. Adiada pela Justiça, a privatização acaba acontecendo. Zélia, uma Paixão, biografia encomendada pela ex-ministra a Fernando Sabino, revela bastidores do Governo Collor, que busca apoio no PFL e acena para os tucanos.
Boris Iéstisin lidera a resistência à tentativa de golpe contra Gorbachev. A Letônia e a Estônia declaram-se independentes. Gorbachev renuncia à presidência da URSS, pouco antes da Nação ser dissolvida pelo parlamento. Surge a Comunidade dos Estados Independentes (CEI).
O Iraque é derrotado por uma coalizão da ONU que reúne 29 países e as imagens da Guerra alcançam o mundo com o correspondente da CNN, Peter Arnett.
Sarajevo é bombardeada e os sérvios matam muçulmanos em Srebrenica.
A OMS anuncia que há 10 milhões de pessoas contaminadas com o HIV no mundo – entre elas o astro do basquete norte-americano Earwin Magic Johnson. É lançado o Videx (ddl), que, ao lado do AZT, integra os chamados inibidores de transcriptase reversa. No Brasil, Silvano Raia, David Uip, Caio Rosenthal e Dráuzio Varella estão entre os pioneiros que lutam contra a epidemia.
O Ministério de Collor pede demissão coletiva e abre espaço para entrada do chamado “grupo ético”, que busca restabelecer a iniciativa do governo acuado por denúncias de corrupção. Depois de muita discussão, os tucanos Fernando Henrique e Tasso Jereissati recusam o convite para integrar a equipe ministerial.
Pedro Collor abre guerra contra o presidente, que acaba indo à TV pedindo que não o deixem só. José Dirceu e Eduardo Suplicy pedem a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que, auxiliada pela mídia, encontra provas contra o ex-tesoureiro de Collor, PC Farias. Com as caras pintadas de verde e amarelo, estudantes ocupam as ruas do país inteiro exigindo a saída do presidente. Finalmente, a Câmara aprova o impeachment e o vice, Itamar Franco, assume provisoriamente.
Na Itália, a Operação Mãos Limpas enfrenta a corrupção política. Bill Clinton derrota George Bush (pai) nos Estados Unidos. O Tratado Maastricht anuncia a criação da União Européia. Termina o regime comunista na Albânia. O príncipe Charles e a princesa Diana se separam.
Um plebiscito põe fim ao apartheid na África do Sul. Começa a Guerra da Bósnia. Comandado por José Roberto Guimarães, o vôlei brasileiro conquista a primeira medalha olímpica num esporte coletivo. Em São Paulo, a tropa de choque da Polícia Militar mata 111 presos numa rebelião no Carandiru. Ulysses Guimarães e o senador Severo Gomes morrem em um acidente de helicóptero.
Como novo ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso mostra à equipe que fará o Plano Real. Os eleitores decidem que o Brasil continuará a ser uma República (66%) e presidencialista (55,4%). O parlamentarismo pregado por José Richa, entre tantos, consegue apenas 24,6% dos votos. Uma CPI presidida por Jarbas Passarinho investiga escândalos no orçamento federal. Um consórcio liderado pelo empresário Benjamin Steinbruch compra a Companhia Siderúrgica Nacional, apesar do protesto de manifestantes na porta da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.
Policiais militares matam 21 pessoas na favela Vigário Geral, no Rio de Janeiro. Oito meninos de rua são assassinados na Candelária, Centro do Rio.
Yasser Arafat e Yitzhak Rabin firmam acordo de paz para o Oriente Médio. O exército russo invade a Chechênia. Indígenas iniciam uma rebelião armada em Chiapas, no México. Os Estados Unidos intervêm no Haiti com permissão da ONU. A guerra civil entre tutsis e hutus deixa 1 milhão de mortos nos Grandes Lagos Africanos. Mandela é eleito presidente da África do Sul e recebe o Prêmio Nobel da Paz ao lado de seu antecessor, Frederik de Klerk. Um túnel sob o Canal da Mancha liga a França ao Reino Unido. O México desvaloriza sua moeda e gera uma crise em vários países.
PC Farias escapa de ser preso. No carnaval baiano, Carlinhos Brown arrasa com um novo ritmo, a Timbalada. Em São Paulo, José Celso Martinez Corrêa reinaugura o Teatro Oficina. A Embratel anuncia que proverá o acesso à internet a partir de 2005.
Fernando Henrique lança o Real, com apoio do FMI. O sucesso do Plano embala sua candidatura a presidente e Rubens Ricúpero assume a Fazenda. Pedro Malan, presidente do Banco Central, conclui acordo sobre a renegociação da dívida com os bancos credores em Nova York.
Ciro Gomes substitui Ricúpero e FHC ganha no primeiro turno, obtendo 54% dos votos e derrotando Lula, que alcança 27% dos votos.
A OTAN dá um ultimado aos sérvios da Bósnia, na tentativa de acabar com a guerra civil na ex-Iuguslávia.
Aos 77 anos, o escritor Antônio Callado é eleito para a Academia Brasileira de Letras. O enterro de Senna é acompanhado por um milhão de paulistanos na maior despedida que o Brasil já proporcionou a um ídolo.
O time de basquete feminino, liderado por Hortência, conquista pela primeira vez o título mundial da categoria. Como coordenador técnico da Seleção, Zagallo torna-se tetracampeão, com a vitória sobre a Itália nos pênaltis. Milton Santos recebe na França o prêmio Valtrin Lud, considerado o Prêmio Nobel da Geografia.
Policiais cercam vários morros no Rio de Janeiro e recebem o apoio de tropas do Exército. PC Farias é condenado e Pedro Collor morre vítima de câncer no cérebro aos 42 anos.
Tom Jobim é enterrado no cemitério São João Batista, no Rio, num caixão coberto pelas bandeiras do Brasil e do Fluminense.
Fernando Henrique Cardoso toma posse e nomeia Pedro Malan seu ministro da Fazenda, para enfrentar uma situação economia desfavorável. Entra em vigror o MERCOSUL. Liderados por João Pedro Stédile, 3 mil sem-terra marcham no Rio Grande do Sul. Começam pela Escelsa as privatizações de estatais do governo FHC.
O Senado aprova o fim do monopólio estatal do petróleo. Num ensaio do que será o Proer, o Banco Central intervém em vários bancos, inclusive o Econômico da Bahia. O Exército ocupa refinarias em greve.
Derrotado para o governo de São Paulo, José Dirceu elege-se presidente nacional do PT e começa a profissionalizar o partido. Uma escuta telefônica ilegal aponta tráfico de influência na compra dos equipamentos para o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam). A Revista IstoÉ revela lista com 25 candidatos às eleições de 1990, que teriam recebido dinheiro do Banco Econômico para suas campanhas – o que, na época, era proibido por lei.
A OTAN ataca alvos sérvios na Bósnia-Herzegóvina. Yitzhak Rabin, primeiro ministro israelense, é assassinado a tiros por um extremista judeu. Israel e a OLP avançam nas negociações de paz e assinam em Washington o acordo de Oslo II. Mike Tyson volta aos ringues após cumprir pena por estupro.
O filme Carlota Joaquina, Princeza do Brasil, de Carla Camuratti, torna-se sucesso de bilheteria no Brasil.
A dívida federal chega a 19% do PIB. Celso Pitta, candidato de Maluf, vence Luiza Erundina do PT no segundo turno. Sem-terras são mortos em Eldorado dos Carajás. Paulo César Farias é assassinado ao lado da namorada em Maceió/AL. O mandante do assassinato de Chico Mendes, Darli Alves da Silva, é preso no Pará.
Tropas russas invadem a Chechênia e matam pelo menos 60 rebeldes, antes do acordo de paz. Arafat é eleito presidente da Autoridade Nacional Palestina. José Maria Aznar, um conservador, chega ao poder na Espanha. Atentados do IRA matam centenas na Inglaterra. A milícia Talibã toma a capital e torna islâmico o Afeganistão. Bill Clinton é reeleito nos EUA e Boris Ieltsin na Federação Russa.
Paulo Coelho se torna “Cavaleiro das Artes e das Letras” na França. O Brasil fica em 25º lugar no quadro de medalhas das Olimpíadas. Emerson Fittipaldi esmaga uma vértebra nas 500 milhas de Michigan. Dom Paulo Evaristo Arns completa 75 anos e se prepara para deixar o cargo de arcebispo metropolitano de São Paulo. Nélida Piñon é a primeira mulher a presidir uma academia de letras no mundo. Carlos Heitor Cony recebe o prêmio Jabuti na categoria ficção pelo livro Quase Memória. Paulinho da Viola lança o CD Babadosamba, após oito anos sem gravar.
O governo federal começa a distribuir coquetéis anti-AIDS para a rede pública de saúde. Morre de AIDS o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho.
A dívida externa chega a 22,73% do PIB, um crescimento de 62,4% em um ano. Antônio Carlos Magalhães e Michel Temer se elegem presidentes do Senado e da Câmara, respectivamente, com o apoio de FHC. Os sem-terra marcham sobre Brasília e fazem o maior ato contra a política econômica do governo.
No INCRA, Milton Seligman suspende o pagamento de indenizações para propriedades rurais desapropriadas, por causa de suspeita de superfaturamento.
José Genoíno comanda um apitaço no plenário da Câmara. O Senado aprova a emenda da reeleição.
Policiais militares são filmados espancando e matando na favela Naval, em Diadema. Fernando Henrique assina lei que torna a tortura inafiançável e nomeia José Gregori como secretário dos Direitos Humanos. A crise asiática derruba a bolsa de Nova York e o Brasil aumenta os juros.
Clinton visita o Brasil. O primeiro ministro britânico é Tony Blair. Hong Kong volta a fazer parte da China. Fundamentalistas islâmicos matam 68 turistas num templo em Luxor, no Egito.
Celso Furtado assume a Academia Brasileira de Letras. Ignácio de Loyola Brandão ganha o Grande Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte por seu livro Veia Bailarina. Cientistas escoceses anunciam que clonaram uma ovelha, chamada Dolly. Gustavo Kuerten, o Guga, vence em Rolland Garros/França e termina o ano como 14º tenista do mundo.
Fernando Henrique Cardoso vence no primeiro turno e é reeleito presidente da República, derrotando a chapa de Lula, Brizola e Ciro Gomes. No Rio, é eleito Anthony Garotinho, do PDT, com Benedita da Silva, do PT, de vice.
O governador reeleito de São Paulo, Mário Covas, sofre cirurgia para retirada de parte da próstata e um tumor na bexiga.
A privatização da Telebrás completa o projeto do ministro Sérgio Motta, falecido em abril.
Católicos e protestantes entendem-se finalmente na Irlanda do Norte. Yasser Arafat e Binyamin Netanyahu assinam mais um acordo de paz. Revelado o caso entre o presidente Bill Clinton e Monica Lewinsky. Norte-americano e ingleses desfecham operação contra o Iraque. Os talibãs conquistam o Afeganistão.
A Federação Russa desvaloriza o rublo e estabelece uma moratória de três meses. João Paulo II completa vinte anos como papa – o mais longo pontificado do século -, visita Cuba e conversa com Fidel Castro. Pinochet é preso em Londres, por crimes como os relatados pela jornalista Patrícia Verdugo.
Central do Brasil, de Walter Salles Jr. é premiado no Festival de Berlim. O fotógrafo Sebastião Salgado recebe o Prêmio Príncipe de Astúrias, na Espanha.
José Saramago recebe o primeiro Nobel de Literatura para a língua portuguesa.
O novo governador de Minas, Itamar Franco, decreta moratória. O Banco Central amplia a banda larga de câmbio e desvaloriza o Real na prática em quase 9%. Gustavo Franco passa o BC para Francisco Lopes, que acaba substituído por Armínio Fraga. O FMI empresta 41 milhões de dólares ao Brasil, contra o compromisso de um forte ajuste fiscal.
Escutas telefônicas levam à queda de André Lara Resende, presidente do BNDES, e do ministro Luis Carlos Mendonça de Barros, entre outros.
Brasília assiste à marcha dos 100 mil, um dos slogans mais repetidos é “Fora FHC”. Lula,
Dirceu e Genoíno dizem preferir “Basta FHC”.
Quatro militares são indiciados pelo atentado a bomba no Riocentro em 1981 – entre eles o general Newton Cruz e o coronel Wilson Machado.
Gilberto Gil é o nono músico brasileiro a receber o Grammy. A arte-educadora Ana Mãe Barbosa recebe, na Austrália, o Prêmio Internacional Sir Herbert Read. Roberto Campos, 82, é eleito para a Academia Brasileira de Letras. Orfeu, de Cacá Diegues, é escolhido para representar o Brasil na luta pelo Oscar de melhor filme estrangeiro.
A OTAN bombardeia a Iugoslávia durante 78 dias em represália pela ocupação da cidade de Kosovo.
Fernando Henrique sanciona Lei de Responsabilidade Fiscal e estabelece normas e limites para os gastos públicos. Orlando Villas Boas perde o cargo de assessor especial na Fundação Nacional do Índio (FUNAI). O desemprego afeta 1,5 milhão de brasileiros e os salários na indústria registram a maior queda desde o Real.
Depois de exonerar o corregedor da Polícia Civil, Waldyr Arruda, por promover policiais corruptos, o governador Garotinho demite pela TV o autor da denúncia. Luís Eduardo Soares, ex-coordenador de Segurança Pública do Rio, é ameaçado de morte e vai para Nova York e ali grava o Roda Viva.
Celso Pitta é afastado do cargo de prefeito pelo Tribunal de Justiça, por suspeira de enriquecimento ilícito. Seu vice, Régis de Oliveira, assume, mas Pitta acaba absolvido em votação secreta na Câmara. Marta Suplicy vence Paulo Maluf no segundo turno da eleição municipal.
A Irlanda do Norte forma um governo autônomo formado por católicos e protestantes. O exército russo toma Grozni, a capital da Chechênia. Alberto Fugimori renuncia à presidência do Peru, depois de quase uma década no poder. Vicente Fox acaba com quase sete décadas de hegemonia do Partido Revolucionário Institucional (PRI), no México. O piloto Gil de Ferran é campeão da Fórmula Indy. Gustavo Kuerten é bicampeão em Rolland Garros. Paulo Autran comemora 50 anos de carreira como ator.
Uma crise energética obriga o país a adotar o racionamento de energia. Covas deixa o cargo de governador de São Paulo por causa de um novo câncer. Geraldo Alckmin assume e enfrenta a maior rebelião simultânea de presos. Covas morre em março, aos 70 anos.
Jader Barbalho, do PMDB, e Aécio Neves, do PSDB, assumem a presidência do Senado e da Câmara dos Deputados respectivamente. Antônio Carlos Magalhães ataca Jader de frente, mas acaba renunciando junto com José Roberto Arruda, do PSDB, por violarem o sigilo de uma votação.
Jader também renuncia por causa do Banpará. O governo extingue a Sudam e a SUDENE. A plataforma P-36 da Petrobras afunda na Bacia de Campos. O líder camponês francês José Bové ajuda a destruir soja transgênica e é a estrela do Fórum Social Mundia, em Porto Alegre. Jorge Amado morre aos 88 anos; Roberto Campos, aos 84; e Milton Santos, aos 75.
Slobodan Milosevic é preso e indiciado por crimes contra a humanidade. Aviões seqüestrados por terroristas da Al-Qaeda derrubam o World Trade Center, em Nova York, e mataram milhares de civis. Os Estados Unidos bombardeiam o Afeganistão, onde líderes do talibã destroem duas representações de Buda, um patrimônio da humanidade. Fica marcada para janeiro de 2005 a criação da Aliança para o Livre-Comércio das Américas (ALCA). Gustavo Kuerten conquista Rolland Garros pela terceira vez.
A polícia Federal descobre 1,34 milhão de reais no cofre de uma empresa de Roseana Sarney e Jorge Murad, em São Luiz/MA. Jorge Bornhausen atribui a ação policial a José Serra e rompe com Fernando Henrique. Serra deixa a Saúde para enfrentar Lula, que concorre pela quarta vez, tendo o empresário José Alencar, do PL, como vice. Ciro e Garotinho também são candidatos.
O MST ocupa a fazenda dos filhos do presidente. Lula critica a atitude no Roda Viva, depois lança a Carta ao Povo Brasileiro, prometendo cumprir os contratos e manter o superávit primário. Com respaldo dos candidatos, Fernando Henrique fecha acordo com o FMI.
Lula derrota Serra no segundo turno e finalmente chega ao poder. O Brasil derrota a Alemanha por 2x0 e se torna pentacampeão mundial de futebol no Japão. Aos 90 anos, morre o escritor e compositor Mário Lago.
George W. Bush anuncia a chamada Doutrina Bush. Doze países europeus adotam o euro. Sharon acusa Arafat de ajudar terroristas, ataca a Cisjordânia e isola o palestino. Pinochet tem seu processo arquivado por sofrer de demência vascular. Hugo Chávez passa 48 horas preso, mas o golpe contra o governo da Venezuela fracassa. Xanana Gusmão se elege presidente do Timor Leste, que entra para a ONU. Eduardo Duhalde é eleito, depois da renúncia do presidente De La Rúa, na Argentina.
Lula toma posse em meio a uma grande festa popular em Brasília. O novo governo corta 14,1 bilhões de reais do orçamento da União para garantir o superávit primário. A carga tributária bate um recorde histórico – 41,23%, com crescimento real de 4,57. São reabertas a Sudene e Sudam. O salário mínimo sobe de 200 para 240 reais – um ganho real de 1,85%. A safra de grãos e algodão é recorde: 115,2 milhões de toneladas.
Uma medida provisória permite o plantio de soja transgênica em 2003 e 2004.
Lula vai ao Fórum Econômico, em Davos, e ao Fórum Social, em Porto Alegre.
José Sarney se elege presidente do Senado e João Paulo Cunha assume a presidência da Câmara. O funcionalismo federal entra em greve e quebra as vidraças do Congresso, mas o projeto da Reforma Tributária é aprovado. O PT expulsa quatro congressistas desobedientes, entre eles a senadora Heloísa Helena.
O primeiro-ministro da Sérvia, Zoran Sjindjic, é assassinado. Fidel Castro é reeleito presidente de Cuba. Três dissidente são fuzilados pelo seqüestro de uma balsa. Os Estados Unidos e o Reino Unido atacam o Iraque. Não encontram armas de destruição em massa, mas derrubam Sadam Hussein que acaba descoberto numa toca.
A gaúcha Daiane dos Santos é medalha de ouro na Copa do Mundo de Ginástica na Alemanha. Alfredo Bosi entra para a Academia Brasileira de Letras.
A revista Época transcreve uma fita gravada em 2002 onde o subchefe da Casa Civil, Waldomiro Diniz, pede dinheiro ao banqueiro do bicho Carlinhos Cachoeira, em troca de favores junto à Loterj. A oposição pede uma CPI, o governo abafa o caso e a Justiça Federal rejeita a denúncia. Uma medida provisória fecha os bingos e proíbe de vez as máquinas de vídeo-pôquer, mas o projeto cai no Senado.
A economia se recupera, com a criação de empregos formais, aumento de produção na indústria, exportações em alta e agricultura em ritmo acelerado.
Uma reportagem inconseqüente sobre supostos excessos do presidente em relação ao álcool faz com que seu autor, Larry Rother, do The New York Times, tenha seu visto de permanência cassado, até encaminhar um pedido de desculpas. Chega ao Congresso o projeto do
Conselho Federal de Jornalismo, para “orientar, disciplinar e fiscalizar” o exercício da profissão e do jornalismo. A proposta provoca intensa reação da mídia e da sociedade, mas o presidente Lula reafirma o discurso de ser um aliado na luta contra qualquer censura.
O projeto da Agência Nacional de Cinema e Audiovisual é alvo de cerrado tiroteio da mídia. No Roda Viva, Juca Ferreira, secretário do Ministério da Cultura, defende o projeto de criação.
Marta Suplicy e José Serra vão para o segundo turno da eleição municipal em São Paulo. Os dois partidos mais bem colocados do país são o PT e o PSDB.
Uma entrevista do deputado Roberto Jefferson ao jornal Folha de S. Paulo denuncia um esquema de corrupção na câmara dos deputados, instaurando a maior crise do governo Lula até então. O chamado caso do Mensalão fez vitimas importantes como o ministro-chefe da casa civil, José Dirceu.
Um referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo no Brasil é realizado. O Não vence com 63,94% do votos, enquanto o Sim recebe apenas 36,06%.
Morre o Papa João Paulo II. Ele teve o terceiro papado mais longo da história do catolicismo, ficando 26 anos no cargo eclesiástico. Após 17 dias da morte dele, a fumaça branca surgiu no Vaticano: o cardeal Joseph Ratzinger se torna o Papa Bento XVI.
Um dia após a escolha de Londres como a sede da olimpíada de 2012, a cidade britânica sofre um atentado terrorista no sistema público de transporte. Três bombas atingem o metrô da cidade e uma tem como alvo um ônibus de dois andares. 52 pessoas morrem e cerca de 700 pessoas ficaram feridas. Ainda em Londres, o brasileiro Jean Charles de Menezes é confundido com um terrorista e morto a tiros pela polícia inglesa.
A natureza faz estrago. Os ventos de mais de 280 Km/h causam grandes prejuízos na região litorânea dos sul dos Estados Unidos, principalmente na cidade de Nova Orleans, berço do jazz.
No futebol brasileiro, o Corinthians é campeão nacional de 2005, mas um escândalo na arbitragem protagonizado pelo juiz Edílson Pereira de Carvalho mancha o título do clube paulista que teve o argentino Carlitos Tevez como artilheiro.
Luís Inácio Lula da Silva é reeleito presidente da república do Brasil após vencer no segundo turno o candidato Geraldo Alckmin. Nas eleições para governador, o PMDB é o partido que mais elege representantes, sete no total. O PSDB fica logo atrás, com seis governadores eleitos, enquanto o PT elege cinco.
Evo Morales assume a presidência da Bolívia e decreta a nacionalização do gás natural e do petróleo boliviano. Tropas do exército ocupam uma das instalações da Petrobrás no país. No México, Felipe Calderón vence as eleições presidenciais com uma pequena margem de diferença, enquanto na Venezuela Hugo Chavez é reeleito presidente com 61,35% dos votos.
Na Nicarágua, Daniel Ortega é eleito presidente e no Peru Alan Garcia é quem fica com o cargo. Em Cuba, pela primeira vez desde que assumiu o poder, Fidel Castro delega funções ao irmão, Raul Castro, antes de se submeter a uma cirurgia no estomago. Já no Iraque, o ditador iraquiano Saddam Hussein é executado na forca.
Plutão perde o status de planeta, reduzindo o sistema solar a oito planetas, enquanto Marcos Pontes se torna o primeiro brasileiro a viajar pelo espaço.
Uma sequência de ataques a policiais e rebeliões nos presídios de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul são atribuídos ao crime organizado e espalham terror nesses estados, deixando cerca de 100 mortos.
Na Copa do Mundo de futebol organizada na Alemanha, a Itália se sagra tetracampeã vencendo a França na final após o craque francês Zidane ser expulso por agredir o zagueiro italiano Materrazi com uma cabeçada. O Sport Club Internacional é campeão mundial vencendo Barcelona no Japão.
O Brasil sofreu com o maior desastre aéreo de sua história até então. O vôo TAM 3054 ligava as cidades de Porto Alegre a São Paulo e no momento do pouso, no aeroporto de Congonhas, um problema na frenagem da aeronave fez com que o avião se chocasse no prédio da TAM Express, matando os 187 tripulantes do vôo e mais 12 pessoas que estavam no edifício.
No Rio de Janeiro, a morte do menino João Helio, de seis anos, comoveu o país. O que era para ser mais um assalto se transformou em uma grande tragédia. O menino estava com os pais e a irmã no carro que foi abordado por três homens armados. Preso no cinto de segurança, João Helio foi arrastado por sete quilômetros.
Ainda na cidade maravilhosa, os Jogos Panamericanos movimentaram o esporte no país e serviu de treino para o sonho brasileiro de sediar uma olimpíada. O país ficou em terceiro lugar no quadro de medalhas.
No cinema nacional, o filme “Tropa de Elite”, do diretor José Padilha, contou a história do BOPE, o grupo de operações especiais da polícia do Rio de Janeiro e se transformou em sucesso nos quatro cantos do país, inclusive entre os camelôs com as cópias piratas.
O presidente dos EUA, George W. Bush, fez uma visita a países da América Latina como o Brasil, Uruguai, Colômbia, Guatemala e México e em todos foi recebido com muitos protestos.
Uma outra visita agitou o ano no Brasil. O papa Bento XVI passou quatro dias no país e canonizou Frei Galvão, que se tornou o primeiro santo brasileiro. Já na Venezuela, Hugo Chavez fechou a principal emissora do país, a RCTV, dando início a uma série de manifestações contrárias. Enquanto isso, a Petrobrás anunciava a descoberta de uma bacia de petróleo e gás natural gigante no litoral de Santos.
Uma forte crise econômica mundial enfraquece bancos e deixa rastros nos países emergentes. No Brasil, os bancos Itaú e Unibanco anunciam uma fusão, enquanto o preço do petróleo chega ao alarmante preço de U$$ 100,00 o barril. Diante desse cenário, o economista norte-americano, Paul Krugman, recebe o prêmio Nobel de Economia.
Logo no inicio do ano, Fidel Castro renuncia ao governo de Cuba, aumentando os boatos sobre a condição de saúde do líder Cubano. Em seu lugar, assume Raul Castro, seu irmão. Enquanto isso, os EUA reconhecem a independência de Kosovo e os preparativos para a eleição presidencial do ano seguinte acirram democratas e republicanos. Já no Paraguai, o ex-bispo Fernando Lugo assume a presidência do país.
Crimes hediondos chocam a sociedade no mundo inteiro. Em São Paulo, Isabella Nardoni, uma menina de cinco anos morre supostamente arremesada pelo pai, Alexandre Nardoni, do quinto andar do prédio onde moravam. Na Áustria, é descoberto o absurdo caso de Josef Fritzl, um senhor de 73 anos, que manteve a própria filha presa em um porão durante 24 anos. O maníaco austríaco mantinha relações sexuais com ela e teve sete filhos.
No Brasil e no Japão se comemorou os 100 anos da imigração dos japoneses. Outra data comemorada por aqui foram os 50 anos da Bossa Nova. Motivo de festa também foi à recepção do medalhistas de ouro das Olimpíadas de Pequim. César Cielo subiu no lugar mais alto do pódio nos 50m livre da natação, Maurren Maggi voou alto no salto em distância e o vôlei feminino do Brasil também trouxe uma medalha dourada para a casa.
A operação Satiagraha, comandada pelo delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, promoveu a prisão de banqueiros como Daniel Dantas, fundador do banco Opportunity. O caso revelou uma série de escutas telefônicas até mesmo no Planalto, gerando uma discussão sobre o uso de grampos telefônicos. Aos 101 anos, morreu a atriz Dercy Golçalves.
acabou... #RodaViva... Eva Wilma e INCRIVEL!!!
#rodaviva Saudade precoce do #RodaViva. Quero vir mais vezes. Bom gosto, bom senso. Uma baita oportunidade.
#rodaviva Me apaixonei!
#rodaviva fim do programa...passou muuito rápido...Eva Wilma realmente ESPETACULAR!
#rodaviva Gente não acredito, já acabou!
#rodaviva "O público que me desculpa pela minha falação excessiva, mas acho que o humor é fundamental em tudo." Grand finale, Eva Wilma.
#rodaviva Finalizando a maravilhosa entrevista de Eva Wilma, que exemplo de mulher, que exemplo de vida.
#rodaviva Eva se despede do público...e termina o programa!
No finalzinho... #RodaViva http://www.flickr.com/photos/televisaocultura/ e aqui http://www.tvcultura.com.br/rodaviva/ao-vivo/
#rodaviva Nããããão! Tá acabando! ;-(
#rodaviva e a última caricatura feita por Caruso anuncia o final do programa. "The End!"
#rodaviva "Manifesto", que Eva trabalhou com Othon Bastos.
#rodaviva "Quais são os espetáculos de teatro que mais te marcaram?" - Heródoto
outra caricatura SENSACIONAL de Caruso, retratando a "lambança" dos beijos citada por Eva. #rodaviva
#rodaviva Ela fala de "Esperança" e das gravações na Itália. E lembra saudosa de Raul Cortez.
#rodaviva Eva elogia agora as produções da Rede Globo. Todas são extremamente bem feitas e grandiosas.
#rodaviva "...foi como fazer arte na TV...capricho total..." (Eva)
#rodaviva Ponciano pergunta como foi trabalhar na minissérie "Os Maias". - "Foi fazer arte na televisão. A produção foi muito caprichada"
#rodaviva Um dos trabalhos mais surpreendentes dos últimos tempos foi a minisérie Os Maias, como foi trabalhar? (Helio)
#rodaviva Helio pergunta a Eva como foi trabalhar na série "Os Maias"..
#rodaviva "Na minha época os beijos da televisão era mais bonitos." Eva Wilma
#rodaviva Na minha época beijo era apenas selinho, não esses beijos de hoje. (Eva)
#rodaviva Eva conta agora como era o beijo na TV na época em que começou a atuar. Diz que naquela época, não era essa "lambança" de hj.
#rodaviva Para ser ator você precisa de um equilibrio perfeito entre razão e emoção. (Eva)
Gay Talese elogiou o #rodaviva, então eu não preciso dizer mais nada. Muito foda. E peguei amor pela Eva Wilma.