Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010 (1188)

Cel. João Batista Bernardes

Comandante das Tropas Brasileiras no Haiti

O Haiti - que divide a Ilha Hispaniola com a República Dominicana, no mar do Caribe - foi uma colônia francesa produtora de açúcar até o início do século XIX e luta, desde 1804, quando se tornou independente graças a uma rebelião de escravos, para combater a pobreza e a miséria.

O país tem uma história cercada por golpes de estado e de governos corruptos e autoritários. Em 2001, Jean-Bertrand Aristide elegeu-se presidente, mas renunciou em 2004 diante de um levante armado, abrindo uma nova crise. Foi quando as Nações Unidas decidiram enviar a Força de Paz, liderada pelo Brasil, para pacificar o Haiti e reerguer a nação.

No mês passado, o país mais pobre da América foi atingido por um forte terremoto que deixou mais de 200 mil mortos. Com o governo fragilizado, seus prédios destruídos e quase sem recursos para trabalhar, o Haiti se tornou ainda mais dependente da ajuda internacional.

A Missão da ONU de Estabilização do Haiti conta com a participação de 7 mil homens de 18 nações, sendo que o comando é do Brasil, sob responsabilidade do General Floriano Peixoto Vieira Neto. As tropas brasileiras estão nas mãos do coronel João Batista Carvalho Bernardes desde julho de 2009.

Apresentador:

Heródoto Barbeiro

Entrevistadores:

Eliana Catanhêde
Colunista do jornal Folha de S. Paulo

Lourival Sant'Anna
Repórter especial do jornal O Estado de S. Paulo

Diego Escosteguy
Repórter da sucursal de Brasília da revista Veja

Sérgio Utsch
Repórter do SBT

Colaboradores:

Aloisio Milani
jornalista, coordenador do site haiti.org.br (http://twitter.com/haitibr)

Marília Marsulo Gouvêia
professora (http://twitter.com/mariliamarsulo)

Thiago Ribeiro Santa Rosa
analista de tecnologia da informação (http://twitter.com/thiagorsr)

Duda Groisman
fotógrafo (http://www.flickr.com/photos/duda-groisman)

Eliana Catanhêde

Colunista do jornal Folha de S. Paulo

Lourival Sant'Anna

Repórter especial do jornal O Estado de S. Paulo

Diego Escosteguy

Repórter da sucursal de Brasília da revista Veja

Sérgio Utsch

Repórter do SBT

fiquei indignado com a forma que o coronel bernardes foi tratado pelo herodoto barbeiro, principalmente em dois momentos: quando este demonstrou aveersão aos militares em função da ditadura militar, e principalmente ao final, quando encerrou de forma brusca e mal educada, não dando sequer alguns segundos ao coronel despedir-se. a postura do apresentador não condiz com o programa nem com o convidado. pedro sanches.

Pedro Sanches

O Cel. João Batista Bernardes, foi um bom entrevistado. Porque não temos um candidato a Presidente da Republica com a sinceridade dele ? Falhou apenas em não dar uma tremidinha na pálpebra quando lhe foi perguntado sobre HAARP. Outra pergunta que seria oportuna é sobre outro centro de pesquisas no Alaska chamado HIPAS. Pesquisem no Google e vejam no Google Earth. Cumprimento a Cultura pela qualidade e constância desta qualidade ao longo de tantos anos. Recomendações à minha musa Valéria Grillo, a mais competente e bela apresentadora da TV Brasileira. 4S! (Sorte, saúde, sucesso e sossego) *´¨) ¸.´¸.*´¨) ¸.*¨) (¸.´ (¸.` *Bakunin

Alexandre Bakunin

Prezado Heródoto: Parabéns pela entrevista com o Coronel do Exército, no qual demonstrou ser uma pessoa muito inteligente, humana e de liderança invejável! Porém, fiquei um pouco decepcionado com uma de suas perguntas sobre a ocupação do nosso exército, na década de 60, na República Dominicana, no qual o senhor disse que lá havia um governo democrático, mas de esquerda. Pergunto: Existiu algum país de esquerda e democrático na história da humanidade? O Lula diz que a Venezuela é democrática, eu não acho. Nem na Coréia do Norte, Cuba, Rússia, China, etc. Se analisarmos os fatos com razão, ainda bem que os EUA e o nosso exército ocuparam lá, pois é uma Cuba a menos para a vergonha da América Latina, não? Notei que a maneira com que o senhor se dirigiu ao coronel, nesta pergunta, demonstrou uma maneira ?ofensiva?, parecia que estava entrevistando um torturador, igual como todas as perguntas que a repórter da Folha de São Paulo fazia ao brilhante militar (chegava a faltar educação). Pergunto: por que alguns repórteres ainda tratam nossos militares com medo, receio e descaso em pleno 2010? Pelos cálculos, o coronel deve ter ingressado no exército em 1980 e se formado oficial lá por 1984/85. Mas, a impressão que fica, é que alguns repórteres querem falar apenas sobre o governo militar do Brasil em 60/70. O assunto do Roda-Viva não tinha nada a ver com isso. Era sobre a ONU no Haiti! Parabéns ao coronel João Batista Bernardes, fez-me concluir que temos sim bons líderes neste país, com inteligência, competência e senso de humanidade. Por favor repórteres, mudem o disco! Fabricio

Fabricio Renato

Assiste ao programa ontem, achei as perguntas dirigidas para um tema que não há como ter respostas concretas, de que o governo do Haiti não existe - o que fazer-, criticando a estrutura do Haiti, do dinheiro que possa ser desviado, como se a culpa por tudo isso fosse do nosso exército, do Brasil. Passa a impressão principalmente pela repórter da Folha e o da Veja, que está tudo errado e a culpa é nossa...que isso, só estão lá para criticar. É impressionante, nenhum repórter questionou sobre os militares mortos, como é a vida lá no período que ficam lá. Se não fosse pelo entrevistado ninguém teria lembrado dos bravos militares. É por isso que os EUA são o que são, e o povo brasileiro fica com inveja. Lá, EUA, existe patriotismo, respeito por aqueles que de qualquer forma lutam, trabalham pelo seu pais. Aqui, para que falar de pessoas que são humildes, que a notícia não vende. Se algum militar comete qualquer desvio dai sim a imprensa cai matando. Ora, aprendamos a respeitar e valorizar aqueles que estão de prontidão para nos defender e auxiliar outros. Não sou militar, sou médico, apenas tenho orgulho dos brasileiros que dignificam nosso país. Lembraram muito da Dra. Zilda, concordo, mulher maravilhosa, mas e nossos soldados, que deixam família, amigos, conforto... O militar entrevistado estva lá, e só na última pergunta é que foi questionado como foi a situação. Poderia ter sido melhor, mais enriquecedor, mas patriótico, ter mais sentimento de orgulho por pessoas que literalmente deram a sua vida por um país miserável, fazer com que o pobre patriotismo brasileiro fosse lembrado...

rogerio bernardini

De grande valia a entrevista do Cel. Bernardes, meu amigo de escola, que há muitos anos não via. Nós brasileiros, havemos que nos orgulhar de termos um irmão tão valioso e que pude comprovar pessoalmente! Parabéns meu saudoso amigo.

Fernando Torres

Srs., Sei que o tempo em tv é corrido, mas a forma como o Sr. Prof. Heródoto encerrou o programa com o Cel.Bernades foi ridículo, cortando o entrevistado sem direito ao menos de despedir-se...é Prof.......... o tempo passa.... Espero que a equipe cronometre melhor o tempo para não deixar o apresentador em situação como essa .... ok abraços Hugo

hugo

E como fica as acusações de estupro e extermínio de haitianos?! É verdade que estavam reprimindo movimentos de greves? E os filhos da MINUSTAH?!

Carlos Machado

Prezados Senhores, Quero concordar plenamente com as colocações do Cel Bernardes a respeito da contribuição não somente do Exército Brasileiro mas de nossas Forças Armadas incluindo Aeronáutica e Marinha e acima de tudo pela Presença, participação e atuação estratégica do BRASIL em um pais de continente americano em necessidade. Este em nosso entender é um papel de um país que desejamos ver saíndo da condição de país emergente e coadjuvante para um país que seja protagonista das grandes e necessarias ações globais para a redução da pobreza, da fome, das desigualdades, dos sofrimentos e da PAZ! Entendemos que alianças estratégicas de colaboração entre países líderes, e no nosso caso, das entidades de ajuda humanitarias como Rotary Club, ONGs,Lojas de fraternidade, Universidades e empresas privadas com Responsabilidade Social Corporativa. Para isto estamos apresentando um Projeto de Ajuda Humanitaria dirigida para este momento via Rotary Distrito 4730 do Paraná, Associação de Servidores da Universidade Tecnológica e Empresas ligadas a Agencia Curitiba de Desenvolvimento . Este projeto tem como objetivo enviar via Forças Armadas, motogeradores Portateis de energia dirigidos ás forças de reconstrução e especificamenti aplicadas segundo necessidades identificadas pelo Comando brasileiro do exército João Carlos Roso Prof UTFPR e Rotariano do Rotari Club De Curitiba Guabirotuba

João Carlos Roso

PARABENS TV CULTURA. PARABENS MEDIADOR. PARABENS ENTREVISTADORES. E SOBRETUDO PARABENS AO ENTREVISTADO PELA PROPRIEDADE DOS ASSUNTOS E PELA MISSAO CUMPRIDA COM EXITO NESTA ADVERSIDADE NO HAITI.

FABIO FARIA DE OLIVEIRA

Fui um dos oficiais integrantes do Estado maior do Batalhão Brasileiro e quero aproveitar a oportunidade para agradecer o Coronel Bernardes pela forma brilhante como liderou as tropas brasileiras no Haiti e pelo apoio que me foi dado no cumprimento de minha missão e em particular após o terremoto, onde fui 1 dos feridos.

Tenente Coronel Alexandre Santos

Fui um dos oficiais integrantes do Estado maior do Batalhão Brasileiro e quero aproveitar a oportunidade para agradecer o Coronel Bernardes pela forma brilhante como liderou as tropas brasileiras no Haiti e pelo apoio que me foi dado no cumprimento de minha missão e em particular após o terremoto, onde fui 1 dos feridos.

Tenente Coronel Alexandre Santos

Dentro de uma análise do ponto de vista macro, os acontecimentos no Haiti são incomparávelmente maiores que quaisquers catastrofes naturais sofridas em nosso páis, porém em um sentido prático, quem passa por situações individuais como as que estão vivendo os moradores do bairro Jd. Romano na capital paulista, são também impossíveis de serem dimencionadas por quem não passou por algo parecido, porém não se percebe nenhuma comoção popular nem da mídia, nem da população,buscando oferecer também o auxílio neessário a estas pessoas, bem como a outros que em outras regiões do país. Não lhes parece que quando se trata de oferecer humanitária fora do nosso quintal, este oferecimento não segue um certo modismo de tentar ser bom samaritano, sem que isto demonstre uma real necessidade de ajudar o próximo, principalmente o próximo que realmente está próximo ?

Ivan Neris

GOSTARIA DE PARABENIZAR O CEL JOAO BATISTA BERNARDES PELA MISSAO CUMPRIDA COM EXITO NO HAITI.PARABENS A V. Sa. PELO COMANDO SOBRETUDO NESTE MOMENTO ADVERSO NO HAITI. PARABENS PELA ENTREVISTA E PELA CONSCIENCIA CRITICA E PROPRIEDADE COM QUE O SR. COLOCA SOBRE OS MAIS VARIADOS TEMAS NO CONTEXTO. FICO ORGULHOSO POR SER MEMBRO DAS FORCAS ARMADAS. PARABENS TAMBEM PELA TV CULTURA E PELOS ENTREVISTADORES PELA SERIEDADE COM QUE TRATA O TEMA.

FABIO FARIA DE OLIVEIRA

Favor encaminhar ao entrevistado, Cel João Batista, se é bem-vinda a colaboração de uma universidade tecnológica, na reconstrução de uma escola profissionalizante no Haiti. Grato pelo encaminhamento Prof. Silvino Netto

Silvino Netto

Boa noite, alto nivel a entrevista, e bom saber que temos um exército competente. Podia levar mais este tipo de informação ao povo brasileiro.

lines

Estamos orgulhosos pela maneira que conduziu sua missão no haiti. Deus te colocou lá pois sabia da tua serenidade e competência para enfrentar todos os problemas. Estamos acompanhando o programa aqui na porteira 7, Jaime e família.

Raphael de Freitas Borges

Gostaria de saber do sr. Cel. se ele acha que a ONU deveria agir preventivamente para evitar que paises como a venezuela, com um governo ditatorial, chegue ao ponto em que chegou o Haiti. Obrigado

José Alfredo de Freitas Neto - Piraju SP

É triste ver a situação dos Hiatianos, depois de tantos problemas enfrentados, agora vem esse terremoto, gostaria de saber o que o governo Haitiano neste momento está fazendo para amenizar o sofrimento dos seus compatriotas? Com relação ao Exercito Brasileiro se existe algum prazo para que essas missões cheguem ao fim? Muito obrigado... Lagoa-PB

João José de Sousa

Mesmo faltando investimento e/ou com o orçamento baixo destinado as Forças Armadas Brasileiras ainda assim os nossos soldados são heróis,porque representam e bem o país nessas missões de paz e quanto a nossa soberania fazem o que pode na guarda das nossas fronteiras. Parabéns as Forças Armadas e ao Grupo da Missão de Paz do Haiti................Exército Brasileiro

Jorge Roberto da Câmara

Pergunto ao Coronel João Batista Bernardes: Após o terremoto, os norte-americanos enviaram 10 mil soldados, návios hospitais, helicópteros etc. A relação do povo haitiano com os soldados da Missão da ONU de Estabilização do Haiti, com a participação de 7 mil homens de 18 nações, mudou com esta nova configuração? Como o governo e a população do Haiti estão tratando os soldados da Missão em relação aos norte-americanos?

José Eduardo Victor

Já que o Brasil comanda a Força de Paz no Haiti, por quê, após a tragédia do terremoto, os EUA interveio e controlou pontos estratégicos na Capital do Haiti como, por exemplo, o aeroporto.

CLOVIS NICOLINO JUNIOR

Acho que a entrevista com o comandante ganharia muito se fosse chamado para entrevistá-lo o professor Omar Ribeiro do departamento de antropologia da Unicamp. O professor estava no Haiti na época do terremoto. Provavelmente a entrevista ganharia elementos críticos importantês, tanto no que se refere a condição social pré e pós-terremoto como para um debate sobre a permanencia de tropas brasileira no Haiti.

Rodrigo Castro

GOSTARIA Q VCS PARABENIZASSEM "CEL BERNARDES" PELO TRABALHO MARAVILHOSO Q ELE REALIZOU NO HAITI,SABEMOS Q ELE TEVE DE ENFRENTAR GRANDES DESAFIOS E COM CERTEZA NÃO FOI NADA FÁCIL .TEMOS MUITO ORGULHO DELE,COMO BRASILEIRO,COMO PROFISSIONAL E PRINCIPALMENTE POR FAZER PARTE DA NOSSA FAMÍLIA!!!!

LISANDRE BERNARDES MAISSIAT

GOSTARIA DE DAR UMA SUGESTÃO: FAZER UMA REPÓRTAGEM SOBRE A PEC 300/08 QUE ESTA TRAMITANDO NA CAMARA DOS DEP. FEDERAIS QUE FALA SOBRE O PISO DOS SALARIOS DOS POLICIAIS NO BRASIL, POR EXEMPLO NO RJ O PM GANHA R$800,00 EM QUANTO O DO DF GANHA R$4.500,00, PORQUE TANTA DIFERENÇA BRASILIA É MAIS PERIGOSO QUE O RJ? SEGUNDO INFORMAÇÕES O GOVERNADOR DE SP J. SERRA, DISSE QUE TEM DINHEIRO PARA PAGAR UM SALRIO AINDA MAIOR MAS POR NÃO GOSTAR DE POLICI NÃO VAI PAGAR E VAI FAZER DE TUDO PARA A PEC 300/08 NÃO SER APROVADA. QUE TAL DAR UMA OLHADA NESSA QUESTÃO? OBRIGADO, DESDE JÁ.

PAULO HENRIQUE ZACARONE

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