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do Ouvinte - Abril 2008 |
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O programa Pianíssimo do professor e pianista Gilberto Tinetti continuará nesse mês de abril a dedicar alguns de seus programas ao piano brasileiro. O piano surgiu em princípios do século XVIII, como transformação dos instrumentos de teclas, como o cravo e o clavicórdio. Bartolomeu Cristofori de Pádua foi um dos principais interventores na mecânica do instrumento em 1711. Depois das intervenções e dos estudos físicos na sonoridade do piano, começaram a ser fabricados instrumentos de vários modelos, como o piano de mesa, que desapareceu em fins do século XVIII; o piano direito ou vertical, cujas cordas se estiravam de alto a baixo sobre a tábua de harmonia; e o piano de cauda ou de concerto, o mais perfeito instrumento que até hoje funciona como concertista. O piano tornou-se, por questões históricas e sociais, o instrumento do romantismo e o ornamento domiciliar de uma classe pré- industrial e burguesa. Há aí um assunto interessante, além dos compositores e intérpretes - e que remonta à chegada da corte no Brasil. Os primeiros pianos a entrarem no Brasil pelo Rio de Janeiro eram da luteria de John Broadwood, um dos preferidos de Beethoven. E chegaram tantos até o final do século XIX que o Rio de Janeiro foi apelidado de "Pianópolis" e ainda, nos inícios do século XX foi a ironia de Mario de Andrade que cunhou o termo pianolatria, como uma espécie de culto ao instrumento - ou para ser tocado ou para ornamento nas casas mais abastadas de Bélle Époque carioca. © 1996-2008 Fundação Padre Anchieta |