          |
|

Antônio
Abujamra é uma história de teatro. É também, em
essência, o rompimento com a história de si mesmo e do próprio
teatro. Destrói o que derruba conceitos e padrões em seu discurso
certeiro. Na forma, está sempre começando, por isso se refere
sempre a seus trabalhos como "fracassos".
Dirigiu mais de cem peças de teatro, tendo conquistado diversos prêmios,
entre eles o Prêmio Juscelino Kubistchek de Oliveira pela direção
de "A Cantora Careca" de Eugène Ionesco em 1959, além
de receber o Prêmio "Lifetime Achievement" no XI Festival
Internacional de Teatro Hispânico em Miami, Estados Unidos, no ano de
1998.
Em Paris, trabalhou com Roger Planchon e Jean Villar e, na Alemanha, passou
uma boa temporada no endeusado "Berliner Ensemble", de Bertolt Brecht.
Como intérprete, Abujamra recebeu o prêmio de melhor ator com
"O Contrabaixo", de Patrick Suskind (1987/1995), Prêmio Kikito
em Gramado pelo filme "Festa", de Hugo Giorgetti, e o prêmio
de melhor ator de TV por sua participação como Havengar na novela
"Que rei sou eu?", de Cassiano Gabus Mendes, na TV Globo.
Desde a antiga TV Tupi de São Paulo à atual TV Cultura, Abujamra
reúne perto de 40 anos de inovação na televisão,
criando, dirigindo e apresentando programas. Em 1998, esteve em Monte Carlo,
principado de Mônaco, ao lado de celebridades como Cláudia Cardinale,
Annie Girardot e Yehudi Menuhim, no júri do Festival Mundial de Televisão,
como único latino-americano convidado.
Abu, como é conhecido, é o que se pode chamar de figura emblemática
do meio artístico e cultural.
|
 |