Mosaicos
A vida e obra dos mestres da Música Popular Brasileira

Mostra os feitos de várias gerações de artistas que fizeram e fazem a história da Música Popular Brasileira. A vida desses mestres e as músicas que os consagraram são contadas e cantadas em Mosaicos.
A atração usa imagens raras, captadas pelos antigos programas musicais da emissora, mescladas a apresentações musicais de cantores da nova geração, que homenageiam um artista de referência a cada semana.
2 de fevereiro
A arte de Dorival Caymmi
O programa Mosaicos faz um tributo ao homem do mar, o cantor dos pescadores, Dorival Caymmi, que em 60 anos de carreira gravou cerca de 20 discos e se firmou como o cantor da paisagem baiana. Suas composições consagraram nada mais nada menos que Carmen Miranda, que fez sucesso com “O Que é Que a Baiana Tem”, no filme Banana da Terra. O documentário musical revê toda essa trajetória com imagens do compositor nos programas Especial TV Tupi, de 1979; MPB Especial, em 1972; Heineken Concerts, 1996; entre outros.
Esta edição apresenta ainda depoimentos da cantora, letrista e produtora carioca Olivia Hime, da cantora Jussara Silveira e de Stella Caymmi, filha do músico, além de apresentações inéditas de LadodaLua, cantando Eu Não Tenho Onde Morar; Céu, que interpreta O Dengo que a Nega Tem; e Aloísio Menezes, com Nem Eu e Afoxé. Os filhos de Caymmi – Nana, Dori e Danilo – também entram na homenagem com a música Dora. Nana emenda em Acalanto e Dori em Você já foi à Bahia.
7 de fevereiro
A arte de Tom Jobim (reprise)
9 de fevereiro
A arte de João do Vale
O documentário musical revê a trajetória do compositor maranhense João do Vale, com imagens do acervo da TV Cultura e apresentações inéditas de Zeca Baleiro com as canções Pipira; Feitiço de Mulher, com Estrela Miúda; e Tião Carvalho, com a interpretação de Baião de Viola, sucessos do homenageado. Papete, Zé Américo e Amelinha, além de soltarem a voz em algumas canções – Amar quem eu já amei e Na asa do vento –, contam histórias sobre o amigo contestador e espirituoso. Narração é de Rolando Boldrin e direção de Nico Prado.
14 de fevereiro
A arte de Dorival Caymmi (reprise)
15 de fevereiro
A arte de Adoniran Barbosa
Adoniran Barbosa é a principal referência do samba paulistano. Um compositor que, literalmente, imprimiu um novo sotaque à música brasileira. Aproveitando a linguagem coloquial falada nas ruas da sua cidade, ele soube criar versos que se tornaram sucesso popular e que entraram para a história.
Dirigido por Nico Prado e com narração de Rolando Boldrin, mescla imagens de acervo com gravações inéditas e traz as participações especiais dos compositores Paulo Vanzolini, Osvaldinho da Cuíca, Wandi Doratiotto; dos cantores Nasi e Pedro Miranda; do conjunto Choro das 3 e do jornalista Lázaro de Oliveira.
Do arquivo da TV Cultura, Mosaicos – A Arte de Adoniran Barbosa recupera imagens do sambista em programas históricos da emissora, como MPB Especial (1972), As Muitas Histórias da MPB (1973), Sotto La Tua Finestra (1976), Aquarelas do Brasil (1976), Festival de Verão do Guarujá (1980) e Vox Populi (1982).
Nascido em Valinhos (SP) e batizado com o nome de João Rubinato, Adoniran Barbosa (1910-1982) exerceu diversas profissões – pintor, mascate, torneiro mecânico, garçom – antes de conseguir se dedicar apenas à carreira artística. Embora seja mais lembrado como compositor – autor dos sucessos Trem das onze, Samba do Arnesto, Saudosa Maloca etc –, Adoniran trabalhou ativamente como ator de rádio-teatro e cinema. Em parceria com o escritor Osvaldo Moles, foi responsável pela criação de personagens históricos, como o divertido Charutinho.
16 de fevereiro
A arte de Cartola
No centenário de seu nascimento, fundador da Estação Primeira de Mangueira é homenageado em documentário musical que mistura imagens de arquivo com gravações inéditas, traz as participações dos artistas Leci Brandão, Dudu Nobre, Teresa Cristina, Miguel dos Anjos e da pesquisadora Marília Trindade Barboza, biógrafa do sambista.
Mosaicos recupera no acervo da TV Cultura diversas participações do homenageado em programas históricos da emissora, como MPB Especial (1973 e 1974), Panorama (1976), MPB Histórias (TV Tupi, 1976) e Vox Populi (1979). E ainda apresenta cenas do filme Ganga Zumba, dirigido pelo cineasta Cacá Diegues, em 1964, no qual Cartola aparece como ator.
Nascido no Rio de Janeiro e tendo passado a infância no bairro das Laranjeiras, Cartola (1908-1980) mudou-se ainda jovem para o Morro da Mangueira, onde fez amizade com bambas como Carlos Cachaça. Seu apelido teve origem por causa de um emprego como servente de obra. Ao usar um chapéu-coco para se proteger do cimento que caía em sua cabeça, passou a ser chamado de Cartola. Foi um dos criadores do Bloco dos Arengueiros, cujo núcleo, em 1928, fundaria a Estação Primeira de Mangueira. As cores (verde-rosa) e o nome da escola foram escolhidos por Cartola, que compôs também o primeiro samba da agremiação, Chega de Demanda.
As músicas do sambista ganharam projeção nos anos 1930, sendo gravados por nomes ilustres como Francisco Alves, Mário Reis, Silvio Caldas e Carmen Miranda. No entanto, a partir de meados da década seguinte, Cartola desaparece do cenário artístico para só retornar em 1956, quando foi redescoberto pelo jornalista Sérgio Porto, trabalhando como lavador de carros em Ipanema.
Seu nome ganha nova projeção em 1964, com a abertura do Zicartola, misto de restaurante e casa de samba que dividia com sua esposa, Dona Zica. O local tornou-se, ao mesmo tempo, reduto de intelectuais, compositores do morro e jovens de classe média. Após dois anos de atividade, o Zicartola fechou as portas, mais uma vez obrigando o compositor a dividir sua atividade de sambista com outros empregos para se sustentar.
17 de fevereiro
A arte de Dona Ivone Lara
Dona Ivone Lara foi a primeira compositora a se destacar como autora de samba-enredo – em 1965 assinou Os cinco bailes da história do Rio em parceria com Silas de Oliveira e Bacalhau. Consagrou-se como a primeira-dama do gênero, tendo criado clássicos como Mas quem disse que eu te esqueço? (com Hermínio Bello de Carvalho), Sonho meu e Acreditar (ambas com Délcio Carvalho). A trajetória artística da cantora e compositora é tema do programa Mosaicos – A Arte de Dona Ivone Lara, que a TV Cultura exibe nesta edição.
O documentário musical apresenta imagens de arquivo mescladas com gravações inéditas que trazem as participações especiais dos compositores Nei Lopes, Délcio Carvalho e T-Kaçula, e ainda das cantoras Dona Inah e Bernadete.
Dirigido por Nico Prado com narração de Rolando Boldrin, Mosaicos – A Arte de Dona Ivone Lara recupera no acervo da TV Culturas as várias participações da sambista em programas da emissora nos últimos 35 anos. Destacam-se, por exemplo, as edições de MPB Histórias (TV Tupi, 1976), RTC Samba (1979), Show do Dia 1º de Maio (1979), Metropolis (1989), Ensaio (1990 e 2005).
No repertório dos convidados estão Sonho meu (Dona Ivone Lara/Délcio Carvalho) com Délcio Carvalho, Nei Lopes, Ruy Quaresma e Marcelo Menezes; Alguém me avisou (Dona Ivone Lara/Délcio Carvalho) com Bernadete; Menino brasileiro (Dona Ivone Lara/Rildo Hora) com T-Kaçula; Se o caminho é meu (Jurandir Brinjela/Paulinho Mocidade) com Dona Inah; Agradeço a Deus (Dona Ivone Lara/Mano Décio da Viola) com Nei Lopes e Ruy Quaresma; Pra afastar a solidão (Dona Ivone Lara/Délcio Carvalho) com T-Kaçula; Acreditar (Dona Ivone Lara/Délcio Carvalho) com Délcio Carvalho e Marcelo Menezes; Tendência (Dona Ivone Lara/Jorge Aragão) com Bernadete; Bodas de ouro (Dona Ivone Lara/Paulo César Pinheiro) com Dona Inah; e Senhora da canção (Nei Lopes) com Nei Lopes e Ruy Quaresma.
18 de fevereiro
A arte de Martinho da Vila
Esta edição apresenta um especial em homenagem ao cantor e compositor Martinho da Vila, que completa 72 anos em fevereiro de 2010. O documentário musical retrata todas as fases da carreira artística do sambista de Vila Isabel e traz as participações de Luiz Carlos da Vila, Cláudio Jorge, Thalma de Freitas, Moysés Marques e do Quinteto em Branco e Preto.
O especial de Martinho da Vila recupera as participações do cantor e compositor nos programas MPB Especial (1972), Panorama (1979), A Benção, Clementina (1979), Ensaio (1990, 1992 e 1999), Especial Coisa de Deus (1997), Metrópolis (1998), Bem Brasil (1995 e 2000) e No Butiquim do Martinho (2001).
“Martinho tem uma ligação clara e definitiva com o sentimento popular, ele atinge o povo mesmo. É a identidade total com a alma do povo brasileiro”, explica o músico Cláudio Jorge, em depoimento para o programa.
Dirigido por Nico Prado e com narração de Rolando Boldrin, Mosaicos se completa com as participações dos cantores Thalma de Freitas e Moyséis Marques e do grupo Quinteto em Branco e Preto, que interpretam grandes clássicos do repertório do homenageado, como Disritmia, Casa de Bamba e No embalo da Vila.
19 de fevereiro
A arte de Moreira da Silva
Cantor e compositor que consagrou o samba de breque é retratado em documentário musical que recupera imagens de arquivo do artista e apresenta depoimentos e números musicais inéditos de Jards Macalé, Dicró, Tereza Gama e dos integrantes da Comunidade Samba da Vela. Dirigido por Nico Prado e narração de Rolando Boldrin, Mosaicos – A Arte de Moreira da Silva resgata no acervo da TV Cultura as participações de Kid Morengueira em diversos programas da emissora, como MPB Histórias (1976), Ponto de Encontro (1980), Vox Populi (1982) e Bem Brasil (1991). Outro destaque do material de arquivo é a atuação de Moreira no filme Maria 38 (1960), dirigido por Watson Macedo.
20 de fevereiro
A arte de Paulinho da Viola
Um dos mais requintados compositores de samba em atividade, Paulinho da Viola é o grande homenageado do Mosaicos – A Arte de Paulinho da Viola exibido na TV Cultura. Filho do violonista e chorão César Faria, do conjunto Época de Ouro, Paulinho cresceu no Rio de Janeiro ouvindo, em casa, canjas de músicos como Pixinguinha e Jacob do Bandolim, e logo aprendeu a tocar violão e cavaquinho.
O documentário musical Mosaicos revê a trajetória do sambista a partir de diversas imagens do acervo da emissora em programas como MPB Especial (1972), As Coisas Estão no Mundo (1976), Panorama (1981), Alegria do Choro (1985), Ensaio (2005) e muitos outros. Além disso, o programa oferece apresentações exclusivas de artistas renomados nos estúdios da TV, como a cantora paulistana e revelação da nova MPB, Mariana Aydar; as sambistas cariocas do grupo As Choronas; e Andréia Dias, cantora e compositora conhecida por seu trabalho nas Bandas Glória e na Dona Zica.
O programa mostra ainda depoimentos e interpretações exclusivas do lendário sambista carioca Monarco; Isaías do Bandolim, representante do Instituto Jacob do Bandolim e um dos craques em seu instrumento; e Elifas Andreato, artista plástico especialmente reconhecido como ilustrador de inúmeras capas de discos de vinil nos anos 70, incluindo grandes nomes da MPB como Chico Buarque, Elis Regina, Adoniran Barbosa e Paulinho da Viola.
21 de fevereiro
A arte de João do Vale (reprise)














