Lygia por Lygia
A TV Cultura em co-produção com o SescTV exibe o especial Lygia por Lygia dia 11 de novembro às 22h – e dia 7 de dezembro às 23h no SescTV. O programa aproxima o público de uma das mais importantes autoras contemporâneas brasileiras, Lygia Fagundes Telles, e conta com direção do jornalista e presidente da Fundação Padre Anchieta, Paulo Markun, texto da escritora e dramaturga Maria Adelaide Amaral, e participação dos atores Luciano Chirolli, Eva Wilma e Regina Braga.
Produzido em HD, com cenário virtual – composto por banners com imagens e cenas da vida de Lygia – Eva e Regina entram em ação representando fases distintas da vida da escritora. Elas dão também voz à mãe de Lygia, Maria do Rosário. Já Chirolli lembra duas figuras masculinas na vida da escritora: Durval, o pai, e Alfredo Mesquita, fundador da Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP) e diretor do grupo amador em que Lygia atuou. O programa mescla as interpretações dos atores com depoimentos exclusivos de Lygia.
O texto de Maria Adelaide já havia sido utilizado em uma leitura dramática em evento que homenageou a escritora no Sesc Vila Mariana em abril deste ano. E foi lá que Markun teve a ideia de produzir Lygia por Lygia. “Depois de assistir àquela leitura, achei que se encaixaria perfeitamente em um programa de TV”, diz Markun. “Nós trouxemos tudo o que foi feito no palco para o estúdio, os mesmos atores inclusive. Tudo num cenário virtual”, complementa.
O especial é o primeiro episódio da série Autor por Autor, produção que cita autores brasileiros e será produzida pela TV Cultura e o SescTV. Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc SP, vê o trabalho como uma inovação, pois apresenta uma abordagem inédita em televisão sobre literatura. "Cada programa apresentará simultaneamente o criador e sua obra. Mostra como o autor, sua vida, seus anseios, suas crenças estão representadas na obra. Os programas encantam pela poética e pelo desvendamento da obra, transformando o autor, em seu próprio personagem". Para Danilo, a série reflete também uma característica muito particular da cultura brasileira, que é a de ouvir histórias: "A oralidade é o principal recurso cênico nesses programas".
Dama da literatura – Formada em educação física, advogada, contista e romancista, Lygia Fagundes Telles nasceu na capital paulista, no bairro de Santa Cecília, em 19 de abril de 1923. Em 1938 publicou o seu primeiro livro de contos, Porão e sobrado.
Foi eleita em 24 de outubro de 1985 para a cadeira número 16 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo Pedro Calmon e tornando-se a terceira mulher a tomar posse nessa academia.
Engajada politicamente, a escritora sempre se posicionou diante das questões políticas e sociais, tema de numerosos artigos, ensaios e trabalhos acadêmicos. Lygia configurou-se como um grande sucesso de público e de crítica, com obras traduzidas para o alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, polonês, sueco, tcheco e adaptadas no Brasil para o cinema, teatro e TV.
O romance As Meninas (1973) foi o que arrebatou as principais premiações literárias no País. Entre elas, o Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras; o Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro; e o de melhor ficção, da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).
Em 2004, Lygia foi eleita pela revista Forbes Brasil a mulher mais influente do País na área literária. Em 2005, recebeu o Prêmio Camões, o mais importante prêmio da literatura em língua portuguesa.
Especial Muro de Berlim
O brasileiro Wellington Capelari, engenheiro, estava na capital alemã no dia 9 de novembro de 1989, data da queda do Muro de Berlim. Ele é um dos entrevistados que ajudam a contar como foi esse dia nas duas Alemanhas, a oriental e a ocidental, no especial Muro de Berlim – 20 Anos. O programa vai ao ar às 21 horas deste domingo (8/11), na TV Cultura, véspera da comemoração das duas décadas da memorável queda.
Outro relato impressionante é o do diplomata alemão Heinz-Peter Behr - hoje cônsul geral da Alemanha no Brasil. Ele organizou fugas para o lado ocidental. E há ainda entrevistas com ex-habitantes da Berlim Ocidental e da Berlim Oriental, hoje moradores de São Paulo. José Arbex Júnior, único jornalista brasileiro presente na coletiva de imprensa do Partido Comunista Alemão que anunciou derrubada do muro, relata sua experiência no especial.
No cenário de Muro de Berlim – 20 Anos, um Trabant - ícone automotivo da República Democrática Alemã e símbolo da divisão entre mundos capitalista e comunista – ajuda a conduzir a reconstrução histórica proposta pelo programa, apresentado por Andresa Boni. A referência cronológica de toda a narrativa vai de 1961, ano da construção do muro, até a queda, em 1989, retratada com imagens daquele momento, em grandes cubos transparentes.
Muro de Berlim – 20 Anos tem direção de Alexandre Handfest, reportagem e apresentação de Andresa Boni, pauta de Gerson Trajano e produção de Fernanda Nocetti.











