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Quarta, 23h
Ensaio Acervo, Domingo, 5h

Ensaio
A vida e o talento dos maiores nomes da música brasileira



No ar desde 1990, Ensaio traz a cada programa um artista diferente que, além de cantar, fala do trabalho, da vida particular e relembra casos vividos até então. Apresentado por Fernando Faro, o acervo contém informações preciosas sobre os maiores músicos brasileiros.

As mais diferentes tendências e gêneros da música brasileira de qualidade estão registradas nestas conversas musicais, que passeiam pelo samba, bossa nova, tropicália, jovem guarda e música de raíz.

4 de agosto
MPB Especial - Adoniran Barbosa

Durante a entrevista, gravada para o programa MPB Especial em 1972, ele conta que foi pintor de parede, tecelão e até encanador de água e esgoto, e que não parava em nenhum emprego. "Eu nasci querendo fazer samba", justificou. Diz que entrou como calouro na Rádio Cruzeiro do Sul, em meados de 1934, e logo compôs uma marcha que ganhou o primeiro lugar no carnaval oficial da prefeitura. Foi Dona Boa, uma parceria com J. Aimberê. Logo foram surgindo outras músicas como, Malvina, Joga a chave, Por onde anda Maria, Mãe, Eu juro.

11 de agosto
Silvério Faro

No Ensaio desta semana, o apresentador Fernando Faro recebe no palco do programa o cantor Silvério Pessoa. Em meio a conversas, imagens de infância e muita música, o convidado faz uma retrospectiva de sua trajetória musical e da carreira internacional. O músico comenta como o cenário cultural da cidade, principalmente o movimento Mangue Beat, influenciou a sonoridade do seu trabalho. Fala também de outros artistas que foram fundamentais para sua formação, como Jackson do Pandeiro e o compositor Jacinto Silva. Após deixar o grupo recifense Cascabulho, do qual foi vocalista, Silvério fez o disco Bate o Mancá - O Povo dos Canaviais.

O cantor fala, ainda, sobre sua participação no documentário Moro no Brasil, dirigido pelo finlandês Mika Kaurismäki, que aborda a história multicultural do Brasil. No filme, Silvério visitou a casa de sua avó, na Zona da Mata de Pernambuco, onde foi criado. No repertório do programa, músicas como Cipó de Goiabeira, Carrero Novo, Amor de Capinheiro, Chiclete com Banana, Vendedor de Amendoim, Na boleia da Toyota, entre outras.

17 de agosto
Hermeto Pascoal

Conhecido como "o bruxo" ou "o mago", Hermeto Pascoal é considerado por boa parte dos músicos como um dos maiores gênios em atividade no gênero. Poliinstrumentista, é famoso por sua capacidade de extrair música boa de qualquer objeto, desde chaleiras e brinquedos de plástico até a fala das pessoas.

Hermeto nasceu em Arapiraca, no interior de Alagoas, e desde pequeno aprendeu a tocar flauta e sanfona. Aos 11 anos de idade já se apresentava em forrós e feiras na companhia do irmão. Durante o programa, o artista lembra de sua infância e da ida para Recife a fim de tentar a vida artística. No início da carreira, conta que acompanhou diversos músicos e que sempre os observava muito.

O músico fala sobre as diversas advertências que tomava por tocar de improviso: “Tudo o que eu toco é improvisado e, por isso, levei muitas broncas por trocar os acordes”. E continua: “Eu toco Asa Branca assim (mostra um novo arranjo da música de Luiz Gonzaga), mas na verdade ela é assim” (toca a versão original).

Hermeto relembra ainda o renomado grupo Quarteto Novo e os integrantes da banda, composto pelos músicos Heraldo do Monte, Théo de Barros e Airto Moreira. O grupo surgiu como proposta de inovação musical, por misturar elementos legítimos nordestinos, como as levadas de baião e xaxado, e harmonias jazzísticas e contemporâneas. Hermeto diz também que considera o melhor período do grupo quando o cantor e compositor Edu Lobo fazia parte da trupe. O programa tem também a participação de Aline Morena, que é esposa de Pascoal.

25 de agosto
Mariana Aydar 

Do comportamento doce, quase beirando a timidez, não se imagina a voz que Mariana Aydar solta ao cantar: é poderosa. Ela é filha de Mario Manga, integrante do grupo Premeditando o breque (Premê), que fez grande sucesso na década de 1980, e de Bia Aydar, produtora de diversos artistas brasileiros, entre os quais Lulu Santos e Luiz Gonzaga.

Apesar de ouvir de tudo um pouco, uma de suas primeiras paixões foi o forró, influenciada pelos mestres Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Mariana começou profissionalmente como backing vocal de Miltinho Edilberto (violeiro paulista de Avaré) e, mais tarde, tornou-se vocalista da banda Caruá, grupo de forró que tocava na noite paulistana.

Ela já nasceu no meio musical e nesse ambiente, onde ficava atrás dos palcos, dormia nos camarins e ia junto com os cantores para o estúdio, aprendendo muita coisa, só observando.

Com formação musical bem eclética, ela estudou violão, violoncelo e atualmente se diz encantada pelo baixo: "Toquei violoncelo por seis anos, dos 11 aos 17, violão e piano também, mas eu engano [risos]. Agora estou gostando mesmo é do baixo", conta.
Com formação musical bem eclética, ela estudou violão, violoncelo e atualmente se diz encantada pelo baixo: "Toquei violoncelo por seis anos, dos 11 aos 17, violão e piano também, mas eu engano [risos]. Agora estou gostando mesmo é do baixo", contaCom formação musical bem eclética, ela estudou violão, violoncelo e atualmente se diz encantada pelo baixo: "Toquei violoncelo por seis anos, dos 11 aos 17, violão e piano também, mas eu engano [risos]. Agora estou gostando mesmo é do baixo", conta.

1 de setembro
Reinaldo
Ele nasceu na zona norte do Rio de Janeiro e cresceu em uma escola de samba. Acompanhou craques do gênero, como Dona Ivone Lara, João Nogueira e Roberto Ribeiro. Ele é Reinaldo, mais conhecido como o Príncipe do Pagode, e está no programa  Ensaio desta quarta (1/9) às 23h na TV Cultura.

Depois de jogar para o alto um bom emprego em um banco, ele saiu do Rio de Janeiro e foi para São Paulo, onde se tornou um dos mestres das rodas de samba na cidade, com o grupo Só Pagode e depois com o Clube do Pagode. Em 1987, ganhou o apelido que marcou sua carreira para sempre.

No programa apresentado por Fernando Faro, ele lembra de histórias que passou com Roberto Ribeiro e Jamelão, seus maiores ídolos, e para homenageá-los canta as músicas Onde não existe flor e Nunca.

Criado na escola de samba Em cima da hora, Reinaldo interpreta também a música Os Sertões. “Essa canção está entre os dez melhores sambas de todos os tempos”, explica. No repertório não deixa de cantar Retrato Cantado, o primeiro hit de sua carreira, e outros como Pra ser minha musa, Existe um traidor entre nós e Brilho no Olhar, além dos clássicos Mas quem disse que eu te esqueço e Espelhos.


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