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Nome da MãeBelém (PA) - segunda parte Neide Duarte |
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Pequena também é a imagem daquela que estamos seguindo: uma menina, uma virgem, uma mãe, uma santa, uma padroeira, uma protetora, uma senhora. A senhora dos cuidados, a Senhora dos navegantes, a senhora dos que andam a pé, dos que seguem de moto, dos que passam de carro, dos que seguem nos barcos. Senhora da Amazônia, Senhora de Belém, Senhora de Nazaré.
"Vamos navegando, sabemos que todos queremos ficar ao lado da Virgem Maria, ela está abençoando todas as embarcações, abençoando os ribeirinhos, só vamos ter cuidado, vamos navegar com muito cuidado." "Chamada geral, chamada geral, aqui lancha... da capitania dos portos, embarcações... deverão manter-se ao largo."
E o que nossas mãos buscavam alcançar, o céu nos devolvia em beleza. Como um sinal, a confirmação de alguma felicidade.
Os que ficam nas margens não navegam, mas também participam da procissão, se equilibram nos barcos enferrujados, atolados, abandonados, entre as palafitas da Vila da Barca. "Cada um traz para pagar a sua promessa, traz o seu som, é celebrado uma missa aí em cima desse navio. Desde umas 6 horas a gente viu os barcos que foram para Icoaraci e na volta ficamos até..." - Doriedson Carneiro, sushiman
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O quê
que essa festa tem a ver com o Círio? "Isso aqui é a festividade profana do Círio, não tem nada a ver com o religioso, é a programação paralela, mas é bom que resgata todo o conceito regional que tem da terra."
Nossa Senhora de Nazaré já percorreu mais de 70 quilometros, navegou mais de 10 milhas. O arrastão do Círio já passou em sua homenagem, o auto do Círio já se apresentou, a maniçoba, o pato no tucupi, já estão prontos nas casas de Belém. É hoje o dia grande.
Ave, Maria de Nazaré. Ser ali em sua honra, um só corpo, um só coração. "Nossa Senhora, pode esperar... a tua corda vai chegar..." E entre tantos, ser o peregrino, o penitente, o pagador de promessas. O que exibe suas dores e o seu remédio.
Para que é
a promessa? "Eu fiquei em coma 6 dias, aí minha família fez essa promessa para mim. Eu prometi que eu ia pagar essa promessa de joelhos até o fim da minha vida." - Sidney Costa, colhedor de açaí "Quando os médicos desenganavam o meu marido na sala de cirurgia, na UTI, meu marido desenganado, Jesus, eu clamei, eu clamei Maria para ti, que tu viesses e me desses esperança que o meu marido não estava desenganado, estava desenganado dos médicos, mas de Deus não estava, muito obrigado minha mãezinha querida."
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