Esconderijo
dos brinquedosSão Paulo (SP) - primeira parte Neide Duarte |
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Ela tinha uns
3 anos a menininha...
A menininha de 3 anos...Ela
tava...Ela e a mãe...fazia pouco tempo que elas tinham mudado pra
lá... Falante, 3 anos, pequenininha, uma graça. Onde ela está? TRÊS ANOS ATRÁS... Como é
seu nome?
Aí é
sua casa? TRÊS ANOS DEPOIS... Procurar Paulinha pela cidade. Saber da sua vida de criança que crescia num cortiço. Seguimos todas as pistas.
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Mudar sem deixar endereço. Assim é a vida dos que tem que enxergar num quarto a casa inteira. Dos que protegem a sua intimidade com divisões precárias, mas também criativas. E assim vamos carregando as nossas coisas, já sabendo que o novo endereço é apenas um ponto de partida para a próxima mudança.
E cada vez que se carrega a própria casa para outra casa, muita coisa se perde pelo caminho. O menino sabe disso, por isso cuida pessoalmente dos objetos que mais lhe interessam. Primeiro, garantir um lugar pra mochila da escola. Depois estacionar seu carrinho vermelho ao lado do guarda-roupa e avisar o moço do caminhão, o quanto é importante aquele carrinho.
Aonde vocês
vão?
O que vocês
estão fazendo? Fim de expediente.
Hora de acabar com o serviço pesado.
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