Tá
Ligado?São Paulo (SP) - primeira parte Neide Duarte |
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"Um mundo
de piração, tá ligado? Um mundo de dinheiro, um mundo
de maldade, entendeu? Dá um toque pra rapaziada que não
é por aí, tá
ligado?"
"Os manos de paz aí que eram pra estar entre nós aqui, pá, fazendo o curso, pá, estudando, pá, trabalhando, tá ligado? Os manos tão lá embaixo, tá ligado? A sete palmos guardados, por quê? Tá ligado? A violência, tá ligado?"
A cidade é dos que compraram ingresso. A cidade é das coisas que perderam sua utilidade e que esquecemos dependuradas no meio da rua. A cidade é das palavras que deixamos para nós mesmos.
E o que é o Novolhar?
"Ah, eu acho que a maioria são jovens da periferia que vem aqui fazer esse curso." "Ah, são uns camarada firmeza e tal e umas mina também firmezona, tudo gente da gente, periferia."
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"A gente precisa se superar, mesmo com todas essas adversidades. Mas vale muito mais a gente criar e argumentar bem, pesquisar e fazer um bom trabalho, porque essa é a nossa maior arma. A comunicação já é uma arma letal, porém branda e amena." - José Luiz Adeve ("Cometa") - professor Novolhar
Aí, eu liguei para conversar sobre outro rapaz e o seu Marquinhos falou: "Soube do Ricardo?" Eu falei: "Ah, o Ricardo vem aqui hoje, ele combinou de vir mais cedo pra conversar comigo. "Ele disse: "Não, o Ricardo foi assassinado". - Vanessa Bombardi - psicóloga Novolhar
"A vida dele estava confusa. Ele estava sem apoio em casa, não conseguia vaga na escola porque estava saindo da semiliberdade e a escola obviamente não quer um aluno desse lá." - Vanessa Bombardi - psicóloga Novolhar
Ricardo deixou poucas coisas nesse mundo: o seu rosto num retrato e a carta de um amigo, que ele recebeu quando estava na FEBEM.
"E aí mano, firmeza?
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