Olhar
de ArquitetoSantos (SP) - primeira parte Neide Duarte |
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"Aqui é uma vila de caiçaras e, como todos os caiçaras, eles ficaram super fechados. A gente ficou um mês direto fazendo trabalho com eles aqui, então a aproximação foi bem aos poucos." Mariana Motta - arquiteta Instituto Elos
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"A partir desse trabalho de estar vindo aqui para conhecer os moradores mais antigos foi que eu me interessei pelo valor que tem essa comunidade e pela beleza natural que tem esta praia." - Natasha Gabriel - arquiteta Instituto Elos
"Teve um processo de descaracterização da frente da praia. Nesse espaço ficava o lixo da comunidade." - Natasha Gabriel
"Um dia chegou o grupo Elos. Os arquitetos começaram a fazer o trabalho, limparam tudinho aqui e deixaram a seqüência pra nós continuarmos." - João Carlos Freire (Catatau) - presidente Associação dos Moradores da Praia do Góes
Lucas nos leva pelas trilhas da praia do Góes. Caminho estreito dos portugueses entre pedras, o morro e o mar. Paisagem do século dezoito. Destas alturas podia se ver com presteza, a entrada dos navios piratas na baía de Santos.
E para proteger a baía dos piratas ingleses e franceses, os portugueses construíram duas fortificações: a da Barra Grande, e outra do outro lado da baía: o forte Augusto que cruzava fogo com o forte da Barra.
E foram assim navegando por mapas, traçados, separação das terras, grandes navegações, desenho de tantas geografias, mar sem fim.
Numa sala azul revive o fundo do mar: um casal de cavalos marinho e seus filhotes translúcidos. Sargentinhos prateados na paisagem. Dois peixes brigam por causa de um ouriço. Um casal de polvos enamorados.
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