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LENÇÓIS (BA)
São
cerca de 400 Km de Salvador até a Chapada Diamantina apontar no
horizonte. É uma visão que faz o corpo reanimar, depois
de quase 7 horas nas sofridas estradas da Bahia. Um monumento de pedras
e árvores que se ergue no meio do sertão baiano, a maior
reserva ambiental no Brasil depois da Amazônia.
Uma das formações
geológicas mais antigas do hemisfério sul e foi esse desgaste
do tempo que fez surgir em Lençóis os diamantes e foram
essas pedras preciosas que atraíram para a Chapada os garimpeiros
que povoaram a região no fim do século XIX, tornando habitado
esse oásis no sertão.
A
ilusão de uma sociedade rica e poderosa criada pelo garimpo atraía
famílias em decadência, vindas da região do garimpo
mineiro (principalmente de Diamantina) e do recôncavo Baiano. A
ilusão se desfez antes da metade do século XX, restando
hoje uma das receitas mais baixas do estado. A cidade que já abrigou
mais de 25 mil pessoas, hoje não tem mais que 10 mil habitantes,
dos quais 80% estão na zona rural, que permanece isolada. Muitas
comunidades ainda não têm água encanada ou luz elétrica,
como o Remanso, um remanescente de Quilombo, onde vivem cerca de 40 famílias.
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