Monte Azul, São Paulo, SPprimeira parte Neide Duarte |
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Ute veio da Alemanha
em 1971, dava aulas num colégio alemão e morava na frente
da favela. Em 1980 abandonou o colégio e passou a se dedicar só
a vida da favela, criando a Associação Comunitária
Monte Azul.
A vida de Ana Paula,
a professora. A vida da favela segue em paralelas. Este é o lugar
que inspira Claudemir a ser moderno, escrever um rap e este também
é o lugar que inspira Ana Paula a ser clássica e dar aula
de ballet. "Eu já
fui moradora e hoje eu ajudo elas a aprenderem um pouquinho do que eu
aprendi.(...) Eu não posso dar um futuro, prometer um futuro, prometer
um municipal pra elas, porque nem pra mim eu posso isso." - Ana
Paula Cada passo uma música diferente. A favela é muito segundas e sábados. E sábado é dia de rádio ligado bem alto. Assim são os sábados de Domingas.
Domingas Dias era
metalurgica. Está desempregada há mais de dois anos.
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Elas são alemãs
e vieram como voluntárias trabalhar com a comunidade da favela.
A força cultural
da favela ultrapassa os seus limites. A bateria de Pitu sempre atraiu
a garotada da favela. Aos poucos eles foram chegando, fazendo amizade
com o músico, até que criaram uma banda de lata.
Passarinho veio do nordeste, com a sanfona nas costas, logo lhe disseram que um bom lugar para encontrar artistas, trocar experiencias era na Monte Azul.
"Eu vim pra cá porque falaram que aqui é um lugar de arte, tem várias coisas que a gente pode aproveitar, aí eu saí do lugar onde eu moro, venho prá cá, lá é muito difícil ter coisas que a gente goste." - Alex
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