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Heitor Villa-Lobos
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| Rio de
Janeiro, 1915. O jovem compositor Heitor Villa-Lobos realiza uma série
de concertos onde apresenta suas obras. Vaias e protestos. O público
e a crítica reagem mal ao estilo inovador de Villa-Lobos. Começa
aí a carreira de um dos compositores mais brilhantes da história
da música brasileira. Villa-Lobos nasce no Rio de Janeiro em 1887. Seu pai, Raul Villa-Lobos, músico, inicia a educação musical do filho ainda criança. Com a mudança da família para o interior de Minas Gerais, o menino Villa-Lobos conhece a música negra e as canções sertanejas, que vão marcá-lo pelo resto da vida.
O grande público do Velho Mundo, no século XIX, apreciava a ópera italiana, a música romântica e as obras do alemão Richard Wagner. No final do século, surge o nacionalismo musical, que se opõe ao gosto tradicional. Compositores de toda a Europa aproveitam ritmos e melodias populares de seus países para as suas peças musicais. No Brasil, essa valorização do folclore nacional ainda encontra resistências. Nomes como os de Alberto Nepomuceno e Ernesto Nazareth são discriminados por sua música de raízes populares. Só a partir da Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, esta música começa a ser aceita. Villa-Lobos participa ativamente da Semana de Arte Moderna. Pouco depois, viaja para Paris, onde vive por dois anos, e começa a se projetar internacionalmente. Em sua segunda estada na Europa, no final dos anos 20, Villa-Lobos firma sua reputação de grande músico. Suas obras começam a ser executadas por orquestras de diversos países. De volta ao Brasil, em 1930, Villa-Lobos traz na bagagem um plano de educação musical que vinha arquitetando desde os anos 20. Sensibiliza o presidente Vargas com suas idéias e assume a Superintendência de Educação Musical e Artística do Distrito Federal. Centraliza seus esforços no Canto Orfeônico.Ficam famosas as concentrações no Campo do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro.
Roteiro:
Fernando Navarro
1. A música "Trenzinho do Caipira" - Bachianas Brasileiras, n° 2 - de Villa-Lobos (Disco: Concertos Internacionais), é sem dúvida uma descrição lírica e envolvente da simplicidade dos trenzinhos "Maria-Fumaça" correndo pelos trilhos. Propor aos alunos criar uma forma de expressão corporal para representar essa música. 2. O maestro Villa-Lobos, com sua obra, influenciou o compositor Tom Jobim. As músicas: "Trem para Cordisburgo" (Disco: Matita-perê) e "Saudades do Brazil" (Disco: Urubu), de Tom Jobim refletem essa influência. Propor aos alunos, em grupos, criar uma história a partir dessas músicas. 3. A criança brasileira esteve presente na expressão musical de Villa-Lobos, desde a sua juventude até a velhice. Propor aos alunos que ouçam e identifiquem as cantigas populares: "A Canoa Virou", "Nesta Rua Tem um Bosque", "Cravo Zangou-se com a Rosa", "Cai, Cai Balão", "A Bela Morena" etc. (Disco: Villa-Lobos, 12 cirandinhas). 4. Ouvir a música "Floresta Amazônica", do compositor Villa-Lobos (Disco: Floresta Amazônica): - distinguir os sons de cada instrumento ou de conjuntos de instrumentos; - perceber o clima da floresta (sons dos animais, vento, água); - desenhar. Comentar os desenhos. Visitas para complementar o estudo: Instituto de Estudos Brasileiros / IEB Av. Profo Mello Morais, tr. 8 - n°140 cj. residencial, bl.D /2°. andar Cidade Universitária. São Paulo - SP - Brasil. Agendar visitas: 2ª/6ª; 9h./17h - email: ieb@edu.usp.br. Museu da Imagem e do Som Av. Europa, 158 - Jardim Europa São Paulo - SP - Brasil. Agendar Visitas: 3ª/dom.; 14h/22h. Museu Villa-Lobos Rua Sorocaba, 200 - Botafogo Rio de Janeiro - RJ - Brasil Agendar visitas: 2ª/6ª 10h/17h30. Bibliografia: ACQUARONE,
Francisco. História da música brasileira.
Rio de Janeiro: s.e., 1948. ANDRADE,
Mário de. Pequena história da música. Rio
de Janeiro: s.e., 1942. |