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Heitor Villa-Lobos
       

Rio de Janeiro, 1915. O jovem compositor Heitor Villa-Lobos realiza uma série de concertos onde apresenta suas obras. Vaias e protestos. O público e a crítica reagem mal ao estilo inovador de Villa-Lobos. Começa aí a carreira de um dos compositores mais brilhantes da história da música brasileira.

Villa-Lobos nasce no Rio de Janeiro em 1887. Seu pai, Raul Villa-Lobos, músico, inicia a educação musical do filho ainda criança. Com a mudança da família para o interior de Minas Gerais, o menino Villa-Lobos conhece a música negra e as canções sertanejas, que vão marcá-lo pelo resto da vida.


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Heitor Villa-Lobos / Museu VL - RJ

Em 1903, Villa-Lobos estréia como violoncelista profissional numa orquestra e ganha a vida tocando em cinemas e hotéis. Dos 18 aos 26 anos, viaja por todo o Brasil pesquisando músicas regionais, especialmente do norte e nordeste do país. Em 1915, começa a apresentar suas composições em concertos mas não é bem aceito pelo público elitista e pela crítica conservadora, muito dependente de influências européias. Entretanto, na Europa o mundo da música erudita passava por mudanças.


O grande público do Velho Mundo, no século XIX, apreciava a ópera italiana, a música romântica e as obras do alemão Richard Wagner.

No final do século, surge o nacionalismo musical, que se opõe ao gosto tradicional. Compositores de toda a Europa aproveitam ritmos e melodias populares de seus países para as suas peças musicais.

No Brasil, essa valorização do folclore nacional ainda encontra resistências. Nomes como os de Alberto Nepomuceno e Ernesto Nazareth são discriminados por sua música de raízes populares.

Só a partir da Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, esta música começa a ser aceita. Villa-Lobos participa ativamente da Semana de Arte Moderna. Pouco depois, viaja para Paris, onde vive por dois anos, e começa a se projetar internacionalmente.

Em sua segunda estada na Europa, no final dos anos 20, Villa-Lobos firma sua reputação de grande músico. Suas obras começam a ser executadas por orquestras de diversos países.


De volta ao Brasil, em 1930, Villa-Lobos traz na bagagem um plano de educação musical que vinha arquitetando desde os anos 20. Sensibiliza o presidente Vargas com suas idéias e assume a Superintendência de Educação Musical e Artística do Distrito Federal. Centraliza seus esforços no Canto Orfeônico.Ficam famosas as concentrações no Campo do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro.

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Villa-Lobos em 1958 / Museu VL - RJ


Em 1940, Villa-Lobos reúne 40 mil escolares numa dessas apresentações. "O músico mais importante de toda a América", disse dele o pianista polonês Arthur Rubinstein. Villa-Lobos morre em 1959, aos 72 anos de idade.

Roteiro: Fernando Navarro

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Ensinar e Aprender


1. A música "Trenzinho do Caipira" - Bachianas Brasileiras, n° 2 - de Villa-Lobos (Disco: Concertos Internacionais), é sem dúvida uma descrição lírica e envolvente da simplicidade dos trenzinhos "Maria-Fumaça" correndo pelos trilhos. Propor aos alunos criar uma forma de expressão corporal para representar essa música.

2. O maestro Villa-Lobos, com sua obra, influenciou o compositor Tom Jobim. As músicas: "Trem para Cordisburgo" (Disco: Matita-perê) e "Saudades do Brazil" (Disco: Urubu), de Tom Jobim refletem essa influência. Propor aos alunos, em grupos, criar uma história a partir dessas músicas.

3. A criança brasileira esteve presente na expressão musical de Villa-Lobos, desde a sua juventude até a velhice. Propor aos alunos que ouçam e identifiquem as cantigas populares: "A Canoa Virou", "Nesta Rua Tem um Bosque", "Cravo Zangou-se com a Rosa", "Cai, Cai Balão", "A Bela Morena" etc. (Disco: Villa-Lobos, 12 cirandinhas).

4. Ouvir a música "Floresta Amazônica", do compositor Villa-Lobos (Disco: Floresta Amazônica): - distinguir os sons de cada instrumento ou de conjuntos de instrumentos; - perceber o clima da floresta (sons dos animais, vento, água); - desenhar. Comentar os desenhos.

Visitas para complementar o estudo:

Instituto de Estudos Brasileiros / IEB
Av. Profo Mello Morais, tr. 8 - n°140 cj. residencial, bl.D /2°. andar
Cidade Universitária. São Paulo - SP - Brasil.
Agendar visitas: 2ª/6ª; 9h./17h - email: ieb@edu.usp.br.

Museu da Imagem e do Som
Av. Europa, 158 - Jardim Europa São Paulo - SP - Brasil.
Agendar Visitas: 3ª/dom.; 14h/22h.

Museu Villa-Lobos
Rua Sorocaba, 200 - Botafogo Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Agendar visitas: 2ª/6ª 10h/17h30.

Bibliografia:

ACQUARONE, Francisco. História da música brasileira. Rio de Janeiro: s.e., 1948.

ANDRADE, Mário de. Pequena história da música. Rio de Janeiro: s.e., 1942.

BONITO, Angelo & SANTA ROSA, Nereide S.. Villa-Lobos. São Paulo: Callis, 1994 (Crianças Famosas).

GIACONO, Arnaldo Magalhães de. Villa-Lobos: alma sonora do Brasil. São Paulo: Melhoramentos, s.d. (Grandes Compositores).

HEITOR, Luiz. 150 Anos de música no Brasil. s.l.: José Olympio, s.d.

Discografia

Concertos Internacionais em Homenagem a Villa-Lobos. Orquestra Sinfônica Brasileira. Maestro Issac Karabtchewsky Gravadora: Som Livre.

Floresta Amazônica. Compositor: Heitor Villa-Lobos Intérprete: Carlos Barbosa Lima (violinista) Gravadora: Concord Concerto (1985).

Matita - perê. Autor: Antônio Carlos Jobim Intérprete: Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim) Gravadora: Philips.

Urubu. Autor: Antônio Carlos Jobim Intérprete: Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim) Gravadora: WEA.