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O Movimento Estudantil
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| Agosto
de 1992. Com a força da contestação, os estudantes
secundaristas ultrapassam os limites da sala de aula e saem às
ruas para pedir o impeachment do Presidente Fernando Collor de Mello.
Insatisfeitos com os rumos do governo, eles fazem ecoar seus direitos
de cidadãos e exigem a ética na política. Ficam conhecidos
como os "caras pintadas". Os movimentos estudantis no Brasil têm uma longa história de lutas que passa pela libertação dos escravos e pela proclamação da República. Mas foi a partir da criação da UNE - UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES -, no dia 13 de agosto de 1937, que os estudantes universitários se organizam para lutar pela construção da democracia e justiça social no Brasil.
Em 1947, com o ideal nacionalista, os estudantes aderem à campanha "O Petróleo é Nosso". Nos anos 60, a UNE, somada às UEEs, representações estaduais de estudantes universitários, coloca-se ao lado dos movimentos populares. O país atravessa um processo de transformações sociais, com movimentos trabalhistas e sindicais apoiados pelos partidos de esquerda. Cresce a instabilidade política quando Jânio Quadros renuncia e sobe ao poder o petebista João Goulart. Jango, como fica conhecido, propõe reformas de base para o desenvolvimento do país com justiça social. Sintonizada com a idéia de mudanças, a UNE cria os Centros Populares de Cultura e leva as discussões dos problemas sociais brasileiros, por meio do teatro, cinema e da música, para pontos distantes do país.
31 de março de 1964: Insatisfeitos com os rumos do governo Jango, os militares, apoiados por setores sociais conservadores, dão o golpe de Estado que leva o Brasil para uma longa ditadura militar.
1968: enquanto o Brasil vive tempos de violenta repressão, explodem em vários países as manifestações estudantis. Apesar das questões específicas nacionais, há outras que são comuns a todos como a guerra, a justiça social, a liberdade de expressão...
Com a decretação do Ato Institucional número 5, os cidadãos brasileiros vivem a violência: direitos políticos cassados, intelectuais demitidos do serviço público, presos políticos torturados e desaparecidos. Com o AI-5 em vigor, os movimentos estudantis de massa desaparecem para voltar no final da década de 70. Desta vez, para lutar pela anistia e pela volta ao regime democrático. A UNE volta à legalidade em 1985. Ressurgem grêmios e centros estudantis.
Roteiro:
Solange Martins
1. Propor aos alunos a elaboração de uma linha do tempo, destacando fatos significativos da UNE (União Nacional dos Estudantes) nos movimentos políticos e sociais (golpe de 64, o petróleo é nosso, caras pintadas), desde sua fundação (13.08.37) até os dias de hoje. 2. Pesquisar as ingerências de projetos norte-americanos na educação brasileira nos anos 60 e relacioná-los com o golpe militar de 64. Bibliografia ALMEIDA, Junior Antonio Mendes de. Movimento estudantil no Brasil. São Paulo: Brasiliense, l981 (Tudo É História, 23). SANFELICE, José Luis. Movimento estudantil: a UNE na resistência ao golpe de 64. São Paulo: Cortez, 1986. Para seu conhecimento: União Nacional dos Estudantes - UNE Rua Vergueiro, 2485 - Vila Mariana - São Paulo - SP www.une.org.br |