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O Tenentismo
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Nas primeiras décadas do século XX, o Brasil vive um regime político dominado pelos grandes proprietários de terra de São Paulo e Minas Gerais. Com a industrialização e o crescimento das cidades, novos grupos sociais emergem. Setores do operariado, da classe média, da burguesia industrial e de oligarquias não representados no governo, disputam um espaço no poder político. No começo dos anos 20, cai o preço internacional do café. O governo arca com os prejuízos e compra os estoques dos cafeicultores. A eleição de Artur Bernardes para a Presidência da República, em 1922, gera protestos entre os jovens oficiais das Forças Armadas, especialmente os tenentes. Bernardes é o candidato do governo. Sua eleição significa a continuidade dos mesmos grupos no poder.
1924 - É em São Paulo que ocorre a mais violenta revolta tenentista dos anos 20. Os rebeldes ocupam a cidade durante quase um mês. Querem o fim do poder das oligarquias. Reivindicam a moralização do governo, voto secreto e independência do poder legislativo, além da obrigatoriedade da educação primária e profissional. Parte da população adere à revolução. Lojas são saqueadas e depredadas. As forças federais atacam os revoltosos e bombardeiam São Paulo. Morrem mais de 500 pessoas e quase 5 mil ficam feridas. Os rebeldes batem em retirada e se refugiam no interior do Paraná. Neste tempo, pipocam levantes tenentistas pelo Brasil. Amazonas, Pará, Sergipe, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Todos acabam vencidos pelas forças governistas. No Rio Grande do Sul, três destacamentos comandados pelo tenente Luis Carlos Prestes rompem o cerco das tropas oficiais e avançam até o Paraná. Ali encontram os revoltosos de São Paulo e iniciam uma longa marcha pelo interior do Brasil.
Roteiro:
Fernando Navarro
1. Estudar e discutir a influência dos objetivos políticos do movimento tenentista e suas implicações sociais: divisão do poder, atuação do Exército. 2. Fazer uma dramatização sobre a revolta tenentista ocorrida em São Paulo no ano de 1924. Essa atividade poderá ser integrada à disciplina Educação Artística. Visita para complementar o estudo: Museu Histórico do Exército e Forte Copacabana Pça. Coronel Eugênio Franco, nº1 - Copacabana Rio de Janeiro - RJ - Brasil. Agendar Visitas: 3ª/dom.; 10h/16h. Bibliografia BORGES, Vavy Pacheco. Tenentismo e revolução brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1992. DRUMMOND, José Augusto. A Coluna Prestes: rebeldes errantes. São Paulo: Mercado Aberto, 1991. ____________. O Movimento Tenentista: a interveção política dos oficiais jovens (1922-1935). Rio Janeiro: Graal, 1986. MEIRELES, Domingos. As Noites das grandes fogueiras: uma história da Coluna Prestes. Rio de Janeiro: Record, 1995. SODRÉ, Nelson Wernek. O Tenentismo. São Paulo: Brasiliense, 1985. |