volta - Alô Escola
Estado Novo:
Repressão, Censura e Propaganda
       

FOTO
Foto DIP / Empresa Bras. de Notícias

A partir de 1937, o Brasil vive o Estado Novo, um regime autoritário com características do fascismo europeu. A censura aos órgãos de imprensa e a propaganda política são alguns dos instrumentos que o Estado Novo usa para cultivar a imagem de seu líder, o presidente Getúlio Vargas.
A foto ao lado mostra as comemorações do Dia do Trabalho, no Estádio Vasco da Gama, em 1942.
A Revolução que leva Getúlio Vargas ao poder, em 1930, derruba o governo apoiado pelos grandes cafeicultores de São Paulo e Minas Gerais.


O país inicia uma época de reorganização política. Setores da classe média, bem como do operariado, fundam organizações e partidos. As eleições para a Assembléia Constituinte, em 1933, têm uma novidade: é a primeira vez no Brasil que as mulheres participam como eleitoras e como candidatas.

Os anos 30 são também marcados pela radicalização política. O rápido crescimento da Aliança Nacional Libertadora, uma frente de grupos de esquerda, assusta as elites. Também preocupa a expansão do fascismo brasileiro, reunido sob a bandeira do Integralismo.

Em 1937, com o pretexto de acabar com a instabilidade política, Vargas dá o golpe que inicia o Estado Novo. Fecha o Congresso Nacional, as Assembléias Estaduais... e suspende as liberdades políticas.

Acusado de subversão comunista, o escritor Graciliano Ramos é preso e fica onze meses confinado. Seu livro "Memórias do Cárcere", aborda o cotidiano de uma prisão do Estado Novo.

A escritora e militante comunista Patrícia Galvão, a Pagu, passa 5 anos na cadeia, onde é cruelmente torturada.

Em 1939, Getúlio Vargas cria o Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP. O DIP fica responsável pela censura aos meios de comunicação e divulgação do Estado Novo. Nada que fosse contra o regime, nenhuma crítica ao presidente poderia ser publicada.


A propaganda política do DIP investe no culto à figura do líder.
As crianças são um dos alvos desta propaganda. As cartilhas escolares divulgam uma imagem de Getúlio Vargas como um "Pai" para o Brasil.
Esta ilustração de uma cartilha mostra uma multidão de crianças embevecidas ouvindo Vargas.

Acervo CPDOC -Fundação GV - RJ Arquivo Gustavo Capanema


O rádio e o cinema enaltecem as ações do presidente.
Há registros de trucagens utilizando uma superposição de dois filmes, que sugere o líder "pairando" acima de um povo contente. O Estado Novo dura 8 anos.

Em 1945, com a vitória das democracias sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial, a ditadura de Vargas perde sua sustentação política. Vargas é deposto e o país inicia um período democrático.

Roteiro: Fernando Navarro

icon

Ensinar e Aprender


1. Promover um debate sobre a utilização da proganda durante o Estado Novo e elaborar um mural com materiais da época (cartazes, charges, fotos).

2. Formar dois grupos para debater os conceitos de ditadura e democracia. Propor uma análise desses conceitos no contexto atual.

3. Os alunos podem levantar a memória que pessoas mais velhas guardam do cotidiano durante o período da ditadura Vargas, através da coleta de depoimentos orais, sobre: - propaganda política (cartazes, panfletos, livros, revistas, jornais, filmes, teatro, músicas, imprensa em geral); - cotidiano (trabalho, educação, saúde, lazer); - repressão política.

4.Orientar os alunos na coleta, análise e sistematização das informações que poderão ser apresentadas aos colegas de classe, discutidas e avaliadas pelo professor e pelo grupo.

5.Em 1933, as eleições para a Assembléia Constituinte têm uma novidade: é a primeira vez no Brasil que as mulheres participam como eleitoras e Carlota P. Queiroz é eleita a primeira deputada.Discutir o papel da mulher na política brasileira.

Visita para complementar o estudo:

Museu da República

Rua: do Catete, 153 - Flamengo Rio de Janeiro - RJ - Brasil.
Agendar visitas: 3ª/ 6ª, 12h/17h; sáb., dom. e feriados, 14h/18h.


Bibliografia

ROSENFIEL, Denis L. O que é democracia. São Paulo: Brasiliense, 1989 (Primeiros Passos, 219).

SCHWARTZMAN, Simon. Estado Novo: um auto-retrato. Rio de Janeiro-Brasília: CPDO/FGV-Universidade de Brasília, l983 (Temas Brasileiros, 24).

SPINDEL, A. O que são Ditaduras. S.Paulo: Brasiliense,1981 (Primeiros Passos,22)

Filmografia

Getúlio Vargas Direção: Sylvio Back

Getúlio Vargas - doc. (1974) Direção: Ana Carolina.

O Mundo em que Getúlio Viveu - doc. (1963) Direção: Jorge Ileli.