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O
Brasil na II Guerra Mundial
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1941: O Presidente Getúlio Vargas dá início à
instalação da Usina Siderúrgica de Volta Redonda,
Estado do Rio de Janeiro. Financiada pelos norte-americanos, a siderúrgica
é parte dos acordos que levam o Brasil a se alinhar aos Estados
Unidos na Segunda Guerra Mundial.
A foto à esquerda, feita pelo Estado Novo, divulgando o seu ideal da juventude brasileira, foi inspirada na foto da direita, feita pelo regime de Hitler. No final dos anos 30, a balança comercial do Brasil com a Alemanha é maior que com os Estados Unidos. A Segunda Guerra Mundial divide as grandes potências em dois blocos: os países nazi-fascistas de um lado, e as democracias ocidentais e a União Soviética do outro. Os países em conflito disputam o apoio da América Latina. O Brasil, pela extensão de seu litoral, é um ponto estratégico para o domínio do Atlântico Sul. Mas o regime de Vargas mantém relações com os dois lados. No dia seguinte á tomada de Paris pelas tropas de Hitler, Vargas faz um discurso simpático aos alemães proclamando o início de uma nova era. Com a entrada dos norte-americanos na guerra, crescem as pressões sobre a América Latina, especialmente sobre o Brasil. Os Estados Unidos querem os países do continente engajados em seu esforço de guerra. Oferecem acordos comerciais para fazer o Brasil romper com a Alemanha. Getúlio Vargas exige a construção de uma usina siderúrgica, visando desenvolver a indústria nacional. Mas as empresas americanas vetam. A indústria alemã Krupp aparece como candidata a construir a siderúrgica. Imediatamente os Estados Unidos recuam e oferecem um financiamento de 20 milhões de dólares para a construção da usina. O Brasil alia-se aos Estados Unidos e rompe com as potências do Eixo. Mais de cinqüenta mil nordestinos são enviados à Amazônia para trabalhar na extração da borracha necessária á indústria bélica norte-americana. Após a guerra, estes nordestinos são esquecidos e vão morrer aos milhares. Em 1942, navios brasileiros são afundados, supostamente por submarinos alemães. A sociedade brasileira se mobiliza contra o nazi-fascismo.
Roteiro:
Fernando Navarro
1. Fazer uma pesquisa sobre a FEB (Força Expedicionária Brasileira) e analisar sua participação na II Guerra Mundial contra o Eixo (Alemanha, Itália e Japão). 2. Durante a II Guerra Mundial, o mundo divide-se em dois blocos: de um lado os nazifascistas e do outro as democracias ocidentais e a URSS. (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Propor um debate sobre a posição do Brasil, no governo Vargas, frente aos interesses políticos e econômicos desses blocos. Visitas para complementar o estudo: Museu de Armas e Troféus do Batalhão de Infantaria Leve R. José Bonifácio, 33 - Centro Caçapava - SP - Brasil Museu do Exército Pça. da República, 197 Rio de Janeiro - RJ - Brasil Museu do Monumento Nacional aos Mortos da II Guerra Mundial Av. Infante Dom Henrique, 75 - Aterro do Flamengo Rio de Janeiro - RJ -Brasil Bibliogra fia SCHWARTZMAN, Simon. Estado Novo: um auto-retrato. Rio de Janeiro-Brasília: CPDO/FGV-Universidade de Brasília, l983 (Tudo É História, 24). TOTA, Antonio Pedro. A Segunda Guerra Mundial. São Paulo-Campinas: Atual- Unicamp, l985. ___________. O Estado Novo. São Paulo: Brasiliense, 199l (Tudo É História, 114). |
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