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Automobilismo:
o esporte mais caro, emocionante e perigoso de todos os tempos é
a expressão do desenvolvimento tecnológico do século
XX. No Brasil é um fenômeno esportivo que empolga milhões
de pessoas.
1900: no nascer do século XX, acontece a 1ª Copa Mundial
de Automobilismo, uma longa e cansativa corrida entre cidades européias.
A velocidade média é de 20 quilômetros por hora,
mas acidentes e transtornos marcam todo o percurso.
O automobilismo sempre esteve ligado ao desenvolvimento técnico
e industrial. As corridas servem como campo de testes para inovação
e uso de novos materiais em veículos de passeio.
Por volta de 1914, às vésperas da 1ª Guerra Mundial,
todos os motores dos chamados "carros de Grande Prêmio" são
à explosão. Surge a cilindrada. Os regulamentos exigem
motores de até quatro litros e meio e peso mínimo total
de mil e cem quilos.
Ao fim da guerra, em 1918, ainda bipostos - a bordo o mecânico
e o piloto - os carros já chegam a cento e quarenta e quatro
quilômetros por hora. Nos anos 20 e 30, a indústria, sobretudo
alemã, está a pleno vapor. Os carros de corrida, com motores
de seiscentos cavalos de força, atingem a incrível velocidade
de trezentos quilômetros por hora. Mas é a partir de 1945,
após a 2ª Guerra Mundial, que surgem novos conceitos e técnicas
revolucionárias.
O motor passa para a parte de trás do carro e a aerodinâmica
tem presença cada vez maior, atingindo o ápice com o carro-asa
da escuderia Lotus. As corridas de monopostos de fórmulas 1,
2, e 3 passam a dominar o cenário do automobilismo.
Em 1950, com a criação do Campeonato Mundial de Pilotos,
começam a surgir os grandes astros das pistas. O primeiro deles,
jamais igualado, foi o argentino Juan Manuel Fangio, falecido em 1994.
Arrebatando o título em 1951, 54, 55, 56 e 57, torna-se o primeiro
penta-campeão mundial.
A tecnologia cada vez mais sofisticada das corridas de fórmula,
sobretudo a Fórmula 1, passa a exigir pilotos altamente especializados
e precisos. Além de grande preparo físico, é necessário
ter profundos conhecimentos técnicos.

Chico Landi
Autódromo de Interlagos - SP
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Em contraste com os problemas sócio-econômicos
do país, o automobilismo é bastante expressivo
no Brasil. Das pistas do autódromo de Interlagos, em
São Paulo, saem grandes pilotos, consagrados internacionalmente.
O primeiro deles foi Chico Landi. Começando a vida como
mecânico, chega a campeão imbatível do perigoso
circuito da Gávea, no Rio de Janeiro.
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Émerson
Fittipaldi, considerado por muitos um piloto completo, foi o
primeiro brasileiro a conseguir um contrato para a Fórmula
1 na Europa. Em 1972, com apenas 25 anos de idade, sagra-se
campeão mundial. Repete o feito em 1974, conquistando
o bicampeonato. Em 1976, troca a condição de favorito
das escuderias européias para correr pela equipe brasileira
Copersucar durante cinco anos.
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Emerson
Fittipaldi
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Mas, sem conquistar
nenhum campeonato, abandona a Fórmula 1. Volta às corridas
em 1984, na Fórmula Indy norte-americana, tornando-se campeão
da categoria em 1989.

Nelson
Piquet
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Depois
de um começo difícil no Brasil, sem patrocinadores,
Nélson Piquet consegue impor seu talento na Europa. Em 1978,
ganha o Campeonato Europeu de Fórmula 3 e, logo a seguir,
assina seu primeiro contrato na Fórmula 1. Corre nove temporadas
consecutivas, chegando a tricampeão mundial com os títulos
de 1981, 83 e 87. Anuncia sua saída da Fórmula 1 em
janeiro de 1992.
No mesmo ano, num treino para as quinhentas milhas de Indianápolis,
sofre um terrível acidente. |
Depois de
penosa recuperação, volta às pistas de automobilismo,
mas para correr apenas por diversão e amor ao esporte.
A paixão pela velocidade domina a vida de Ayrton Senna desde a
infância.
Ainda adolescente, chega a campeão brasileiro de kart. Desembarca
na Europa com apenas 21 anos de idade e, depois de uma carreira fulminante
nas fórmulas intermediárias, passa para a Fórmula
1 . E cria o mito de ser o piloto que não teme a chuva, larga sempre
na frente e eletriza o público com grandes duelos nas pistas.
Ayrton Senna conquista os títulos de 1988, 90 e 91, sagrando-se
tricampeão mundial. A 1º de maio de 1994, no Grande Prêmio
de Ímola, Itália, bate seu carro no muro da curva
do Tamburello e perde a vida aos 34 anos de idade. Seu sonho
era chegar a pentacampeão. Ídolo brasileiro e
mundial, sua morte abalou as estruturas do automobilismo.
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Ayrton
Senna - GP Brasil
Interlagos - 1991
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A Fórmula
1 combate a crise mudando as regras. Os carros tornam-se mais pesados
e os motores menos potentes, com severas restrições aerodinâmicas
e maior proteção para o piloto. O automobilismo quer oferecer
um espetáculo emocionante com menos riscos para os que o praticam.
Roteiro:
Dora Karan
1. Avaliar o programa, com base nos seguintes critérios:
- idéia/tema: motivador, inovador, estimula a reflexão;
- roteiro: claro, equilibrado, bem desenvolvido;
- realização: visual, música, cenário, ritmo, comunicação da idéia;
- público: é adequado, é informativo/educativo.
Orientar os alunos na sistematização das informações.
2. Montar um painel (jornais, revistas, desenhos) de cenas com os grandes
pilotos brasileiros da Fórmula 1, consagrados internacionalmente:
- Chico Landi;
- Emerson Fittipaldi;
- Nélson Piquet;
- Ayrton Senna.
3. Comparar a evolução dos "Carros de Grande Prêmio" com os "Carros de
Passeio". Destacar o desenvolvimento técnico e industrial (aerodinâmica,
cilindradas, motores etc...) desses veículos. Essa atividade pode ser
integrada a várias disciplinas: Física, Desenho, Química.
4. Desenhar a partir do tema: "O Carro do III Milênio". Fazer uma exposição
dos desenhos para os colegas da escola.
Visitas
para complementar o estudo:
Autódromo
Municipal José Carlos Pace
Av. Senador Teotônio Vilela, 261 - Interlagos
São Paulo - SP - Brasil.
Autódromo Nélson Piquet
Av. Emb. Abelardo Bueno - Jacarepaguá.
Rio de Janeiro - RJ - Brasil.
Museu do Automóvel
Rua Des. M. S. Andrade, 70 - Água Fria
Fortaleza - CE - Brasil.
Bibliografia
DUARTE,
Marcelo. O Guia dos curiosos: esportes. São Paulo: Companhia Das
Letras, 1996, p.527.
Abril S/A Cultural e Indústria. Org. Nosso Século (1900/1910).
São Paulo: Abril Cultural, 1980. v.1.
___________. Os Grandes pilotos de todos os tempos. São Paulo:
Abril Cultural, 1974. v.1 e 2.
___________. Enciclopédia do Automóvel. São Paulo: Abril Cultural,
s.d. v.8. |