Em 1973, o general Pinochet derruba o governo de Allende e inicia um
terrível regime de repressão contra o povo chileno, que
dura mais de uma década.
Augusto Pinochet sobe ao poder no Chile através de um golpe militar,
em 11 de setembro de 1973, que derruba Salvador Allende, o primeiro
presidente socialista eleito democraticamente num país latino-americano.
A justificativa de um dos golpes de Estado mais sangrentos da América
Latina é a de impedir a nacionalização dos bancos
e das minas de cobre.
O Chile deixa de ser a sociedade liberal que era desde 1930. Torna-se
palco de uma repressão criminosa, torturas e assassinatos. Cerca
de trinta mil chilenos são mortos e mais de cem mil são
presos sem julgamento. É o reinado do terror. Quem se opõe
à junta de Pinochet é perseguido e eliminado. O Estádio
Nacional de Santiago é a última parada para milhares de
vítimas.
Mais de vinte e dois mil estudantes são expulsos das universidades.
Mais de cento e cinqüenta mil chilenos vão para o exílio.
A meta de Pinochet é juntar uma economia de livre iniciativa
com um Estado autoritário. A partir disso, nem as idéias
podem circular livremente.
Mas, inicia-se a pressão internacional contra o regime de Pinochet.
As Nações Unidas fazem uma séria denúncia
contra a violação dos direitos humanos.
Os chilenos perdem não só seus direitos, mas também
os direitos adquiridos com as reformas de Allende: liberdade política;
liberdade de expressão; liberdade de imprensa; programas sociais
para a infância; direito à educação universitária;
reforma agrária; sindicatos; organizações de serviço
social; e fábricas e minas, que são devolvidas aos monopólios
chilenos e estrangeiros.
E Pinochet, que justificou o golpe contra Allende apontando a nacionalização
das minas de cobre, empreende essa própria nacionalização
quando sobe ao poder...