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OTAN
       

Por quase quarenta anos, as forças da OTAN - no Ocidente - e do Pacto de Varsóvia - no Leste Europeu - ficaram de sobreaviso e, no entanto, nunca ousaram iniciar um ataque. Nesta balança de terror, a Europa teve um papel tanto de testemunha, quanto de participante ativa.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN, incluindo hoje dezesseis países-membros, foi formada para conter a rápida expansão soviética na Europa logo após a Segunda Guerra.

4 de abril de 1949. É assinado em Washington o tratado de aliança militar pelos doze países representantes, incluindo os Estados Unidos, Canadá e a maior parte da Europa Ocidental. É dessa época o início da Guerra Fria. A invasão de tanques russos na Hungria, em 1956, e a construção do muro de Berlim pelos soviéticos, em 61, ajudaram a justificar a aliança do Atlântico. A Europa teme que a influência comunista se propague além da cortina de ferro.

Os países-membros da OTAN serão reforçados com o apoio das armas americanas e da alta tecnologia. O espaço aéreo da Europa é protegido contra aviões soviéticos. As forças aéreas da OTAN se expandem e manobras militares de larga escala são planejadas para combater qualquer ataque inesperado das forças do Pacto de Varsóvia. Os países-membros gastam fortunas para proteger seus territórios.

A Europa transforma-se numa imensa base de teste de armas novas, como o avião de decolagem vertical e o radar aéreo que permite a coordenação de várias divisões militares.

As forças da OTAN possuem armas nucleares desde 1954. Em 57, são informadas de que a União Soviética desenvolveu o primeiro míssil atômico intercontinental. Pela primeira vez em sua história, os Estados Unidos vêem-se diretamente ameaçados por uma potência estrangeira.

Na esperança de deter um ataque de bomba-foguete, especialistas de ambos os lados desenvolvem mísseis antifoguete, equipados com sistemas de orientação e posição altamente sofisticados. É o início da corrida armamentista.

Quando as tensões são apaziguadas entre o Oriente e o Ocidente, no final dos anos 80, os dois blocos fazem um inventário de suas forças militares. Embora o Pacto de Varsóvia tenha duas vezes mais aviões e plataformas de lançamento, a OTAN tem o controle dos mares.

Em quase quarenta anos de Guerra Fria, as duas alianças militares aperfeiçoaram e armazenaram um número tão grande de armas, que sua incrível força nuclear poderia explodir o planeta mais de cem vezes. Diante de tal eventualidade, os líderes de vários países resolveram negociar cara a cara.

Pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, americanos e soviéticos concordam não só em limitar seus arsenais, mas também em destruir parte deles, especialmente mísseis de alcance intermediário.

1991. Rompimento do Pacto de Varsóvia. A União Soviética não tinha mais recursos para mantê-lo, seja economica ou politicamente. Agora, alguns estrategistas ocidentais começam a questionar a existência da Organização do Tratado do Atlântico Norte.