Em 28 de agosto de 1963, Martin Luther King, um pastor negro americano,
sonha com um mundo onde haja liberdade e justiça para todos.
Ele é assassinado em 4 de abril de 1968. Sua memória é
um vibrante símbolo da luta contra o racismo.
Memphis, Tennessee, 3 de abril de 1968. O discurso de Martin Luther
King na véspera do seu assassinato é uma mensagem de esperança
aos seus irmãos negros, em um país dominado pelo racismo.
Em seu discurso ele diz: "Temos de enfrentar dificuldades, mas isso
não me importa, pois eu estive no alto da montanha. Isso não
importa. Eu gostaria de viver bastante, como todo o mundo, mas não
estou preocupado com isso agora. Só quero cumprir a vontade de
Deus, e ele me deixou subir a montanha. Eu olhei de cima e vi a terra
prometida. Talvez eu não chegue lá, mas quero que saibam
hoje que nós, como povo, teremos uma terra prometida. Por isso
estou feliz esta noite. Nada me preocupa, não temo ninguém.
Vi com meus olhos a glória da chegada do Senhor".
No dia seguinte ao discurso cheio de premonições, Dr.
King foi assassinado por um homem branco. Sua esposa, D. Coretta, fez
o seguinte comentário: "Ele lutou com todas as forças
para salvar a sociedade de si mesma".
É outra marca na história dos Estados Unidos, cinco anos
após o assassinato de John Kennedy. Dessa vez é Martin
Luther King, detentor do prêmio Nobel da Paz, defensor dos negros
americanos e apóstolo da não-violência. Ele lutou
durante catorze anos para acabar com a segregação social
dos negros, que envenenava os Estados Unidos desde a Guerra Civil.
King conseguiu convencer a maioria dos negros que era possível
haver igualdade social mantendo-se o respeito à mensagem de amor
da Bíblia. Seu assassinato foi um golpe fatal na luta da não-violência.
O princípio fundamental da Declaração da Independência
Americana é "Todos os homens são iguais". Alguns dias
após a morte de Martin Luther King, o presidente Lyndon Johnson
assina uma lei acabando com a discriminação social. O
sonho de uma sociedade mais justa de milhões de negros americanos.
"Por isso estou feliz hoje. Nada me preocupa, não temo ninguém.
Vi com meus olhos a chegada do Senhor", foram as últimas palavras
de Martin Luther King.
Cem anos depois da abolição da escravatura, quando os
negros americanos ainda não tinham plenos direitos, Martin Luther
King conseguiu que sua causa saísse vitoriosa.
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