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Lech Walesa e o Solidariedade
       

Polônia, 1990. Durante dez anos, o governo comunista tentou acabar com o comitê sindical Solidariedade. E, no ano de 1990, o novo presidente da República da Polônia é Lech Walesa, um dos fundadores do Solidariedade.

Varsóvia, 1989. Operários dos estaleiros expressam seu apoio ao comitê sindical, o Solidarnosc, ou Solidariedade. Lech Walesa, chefe do comitê, desafiou as autoridades polonesas e soviéticas durante anos. Com uma virada surpreendente, ele é eleito em 1990 presidente da Polônia. Em 1980, a situação política e econômica da Polônia é catastrófica. Com a greve geral, o país inteiro se mobiliza.

Lech Walesa é eletricista do estaleiro Lênin, em Gdansk. É presidente do Solidariedade, um comitê organizado para coordenar o movimento sindical. Em agosto de 81, são assinados os acordos de Gdansk com o premiê Jaruzelski, legalizando os sindicatos.

Mas, a crise econômica piora, causando escassez de comida e preços exorbitantes. O povo demonstra sua insatisfação. Ele sabe que o pior ainda está por vir. Nesse clima tenso, o Solidariedade consegue o apoio de todo o povo polonês.

Em 13 de dezembro de 81, entre os protestos maciços contra a censura e a falta de informação do governo, o general Jaruzelski declara estado de sítio e a Polônia se vê numa situação à beira da guerra. Moscou não suporta os poloneses rebeldes e o fortalecimento do Solidariedade.

Os líderes do Solidariedade e dos sindicatos são presos. Walesa é posto em prisão domiciliar por onze meses. Centenas de pessoas são consideradas suspeitas. O governo declara que o Solidariedade será fechado oficialmente. Mas, o povo polonês continua a luta contra o regime.

Da janela de sua casa, agora sua prisão, Lech Walesa continua a campanha pela liberdade política.

Em 15 de junho de 83, o papa João Paulo II visita sua terra natal. Walesa, exasperado com a constante vigilância política, vai assistir à cerimônia apesar das objeções. O papa passa a simbolizar a resistência polonesa, e a igreja polonesa católica apóia a luta pela liberdade.

Em 22 de julho, o estado de sítio é suspenso, mas os problemas continuam.

Em 6 de dezembro de 83, Walesa recebe o Prêmio Nobel da Paz. Arriscando-se a não poder voltar à Polônia, a mulher de Walesa, Danuta, e o filho viajam para Oslo para receber o prêmio em seu lugar.

Em 6 de fevereiro de 89, as discussões da famosa "mesa redonda" continuam. O governo comunista perde o apoio nas eleições e o Solidariedade cresce. Os dois lados negociam pelo poder.

Por ironia do destino, Walesa senta-se em frente aos próprios homens que o tinham prendido. Em 6 de dezembro de 90, em outra virada do destino, Walesa passa de presidente do Solidariedade a presidente da Polônia.