Nos últimos 40 anos, algumas áreas do Extremo Oriente
conheceram grande desenvolvimento . Em especial o Japão, mas
também os chamados "quatro tigres": Cingapura, Taiwan, Coréia
do Sul e a imponente cidade de Hong Kong.
Em 1898, o império chinês concedera ao império britânico
um território de mil quilômetros quadrados, através
de um leasing de noventa e nove anos.
A China tornou-se comunista, mas a colônia britânica de
Hong Kong é um exemplo incontestável de capitalismo internacional.
Em menos de cem anos, Hong Kong passou de um pequeno porto de mercado
negro a grande encruzilhada do comércio internacional. Sua magnífica
baía e o aeroporto têm uma movimentação fantástica.
Diariamente saem da baía navios para os vários cantos
do mundo levando tudo o que se produz em Hong Kong.
O sucesso de Hong Kong deve-se a uma mão-de-obra barata, eficiente
e atraente aos investidores, e à mínima intervenção
do governo na economia.
Hong Kong é também muito versátil. Desde 1945 sua
indústria vem se adaptando às mudanças constantes
e rápidas do consumo ocidental.
Outros traços importantes da produtividade dessa colônia
são a competitividade e um senso de orgulho do seu trabalho.
Essa eficiência vem causando problemas às indústrias
americanas e européias, que têm de enfrentar sérios
competidores no mercado de produtos manufaturados.
Além dessa produtividade, a cidade é também um
esplêndido exemplo do know-how asiático, com seus
altos prédios e o importante centro financeiro, que abriga mais
de cento e cinqüenta bancos estrangeiros.
A princípio, as mercadorias de Hong Kong, como as do Japão,
eram produzidas basicamente para seus clientes. Os famosos fabricantes
de relógios, brinquedos e roupas aproveitaram a mão-de-obra
barata para baixar seus custos.
Mas, hoje, as companhias locais desenvolvem cada vez mais suas próprias
marcas. Seus produtos são encontrados em todos os mercados, desde
produção em massa até objetos de grande sofisticação.
Hoje os "quatro tigres" - Taiwan, Cingapura, Coréia do Sul e
Hong Kong - são economias prósperas.
Hong Kong, o baluarte do capitalismo internacional, tem às suas
portas a China Vermelha, o gigante comunista. Mas, apesar das
diferenças ideológicas, esses vizinhos mantêm uma
relação de interdependência. Foram criadas zonas
econômicas especiais dentro da China para atrair os negócios
capitalistas, que suprem 40% da economia chinesa.
Em 30 de junho de 1997, expiram os 99 anos de leasing de Hong
Kong, e a cidade será reintegrada à China. As autoridades
chinesas prometem deixar Hong Kong manter seu sistema econômico.
Isso, só o tempo dirá.
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