20 de julho de 1944, quartel-general de Hitler em Rastenburg. Alguns
minutos separam Hitler da explosão da bomba instalada por Claus
Schenk von Stauffenberg...
Julho de 1944. Em todas as frentes alemãs, a situação
se deteriora, apesar da brava resistência dos soldados. Por toda
parte há prisioneiros, ruínas e morte. Várias vezes
um grupo de oficiais alemães tentara livrar-se de Hitler antes
que ele levasse seu país à ruína total. Eles traçam
um novo plano, usando desta vez uma bomba-relógio. O plano é
colocado em prática quando Hitler se encontra presente em seu
quartel-general em Rastenburg, Prússia Oriental.
A bomba é colocada dentro de uma maleta, e o jovem tenente-coronel
de 27 anos de idade Conde Claus Schenk von Stauffenberg a esconde no
quartel general. Por volta de meio-dia, Hitler chega ao salão
de conferências, onde a bomba fora deixada. Stauffenberg já
se encontra a caminho de Berlim. A hora da explosão da bomba
está marcada para doze horas e quarenta e dois minutos. Às
12:42, a bomba explode. Quatro oficiais do comando morrem e sete ficam
gravemente feridos. A maleta que continha a bomba estava incomodando
um oficial que, por isso, a empurrou para longe do Führer. Como
por milagre, Hitler praticamente não é atingido.
Stauffenberg junta-se aos outros conspiradores no quartel-general em
Berlim. Eles acreditam que Hitler está morto. Usando a planta
do edifício, eles assumem o controle do quartel mas, mais tarde,
recebem a notícia de que o atentado falhara e que, mais uma vez,
Hitler escapara da morte. O general Ludwig Beck, líder da conspiração,
comete suicídio. Stauffenberg é preso e fuzilado na mesma
noite.
Numa paródia à justiça, os outros conspiradores
são julgados num tribunal instalado sob as ordens de Hitler.
O presidente do tribunal, Roland Freisler, é um militante nazista.
O processo inteiro é filmado para que o povo alemão possa
ver que fim levam os traidores. Os oficiais de altas patentes agora
enfrentam a corte usando roupas velhas, vestindo calças largas
demais. Os cintos lhes foram tirados. Freisler bombardeia os prisioneiros
com perguntas e os humilha. Seu destino já está decidido.
Entre os conspiradores militares que desfrutavam de alta estima estava
Carl Godeler, um ex-prefeito da cidade de Leipzig.
No dia 8 de agosto, todos os acusados são sentenciados à
morte. Os conspiradores são pendurados em laços de cordas
de piano. Sua agonia também é filmada. Um importante conspirador,
o marechal-de-campo Rommel, herói da guerra do deserto, não
é exposto ao escândalo público. Hitler lhe ordena
que cometa suicídio, ordem que Rommel cumpre quase três
meses mais tarde. Outras cinco mil pessoas, incluindo os membros das
famílias dos conspiradores, são mortas, vítimas
da vingança de Hitler. A guerra se arrasta por mais dez meses:
mais algumas centenas de pessoas iriam morrer.
Vinte anos se passariam antes que a Alemanha, por fim, prestasse homenagem
àqueles que tentaram mudar o curso do regime nazista.
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