Em muitos países, milhares de pessoas são presas, torturadas
e mortas por causa de suas idéias. A Anistia Internacional denuncia
e, muitas vezes, ajuda a evitar este tipo de repressão.
O direito à livre expressão política ou religiosa
é um direito fundamental, infelizmente nem sempre respeitado.
Desde sempre pessoas que simplesmente não pensam do mesmo modo
que aqueles que estão no poder são presas ou mortas.
No início dos anos 60, milhares de pessoas estavam sendo presas,
torturadas e executadas. No Congo, por exemplo, o nacionalista Patrice
Lumumba é preso. Em Cuba, enquanto Fidel Castro discursa para
o povo, há pessoas sendo executadas. No mesmo período,
os Estados independentes da África ganham acesso às Nações
Unidas, pela primeira vez. Na Europa é erguido o Muro de Berlim,
separando os habitantes de uma mesma cidade. Os grandes pontos de tensão
internacional estão sendo discutidos nas Nações
Unidas. No mundo todo, a opinião pública começa
a se preocupar com os problemas de violação dos direitos
humanos.
Nos Estados Unidos cresce a tensão devido ao problema racial.
Manifestações pacíficas denunciam o racismo. Durante
as manifestações ocorrem prisões e mortes. O secretário-geral
das Nações Unidas, Dag Hammarsjold, visita a África
do Sul. Ao mesmo tempo, ocorrem em Londres manifestações
contra o apartheid. As agressões aos direitos humanos já
não podem mais ser contidas atrás das fronteiras nacionais.
Um advogado inglês, Peter Benenson, e um político irlandês,
Sean MacBride, são os primeiros a fazer soar o alarme em 1961.
São eles que organizam um movimento para chamar a atenção
da opinião pública mundial para a causa dos "prisioneiros
de consciência". E fundam a Anistia Internacional.
Os princípios da Anistia Internacional são simples: libertar
os prisioneiros de consciência, conseguir condições
de julgamento justo, dentro de limites razoáveis de tempo, e
lutar contra a crueldade e a tortura de prisioneiros, contra as execuções
e contra a pena de morte.
Em 1976, graças, em parte, à Anistia Internacional, as
Nações Unidas aprovaram moções de apoio
à defesa dos direitos civis e políticos. A Anistia goza
do status de conselheira nas Nações Unidas e tem milhares
de membros em todo o mundo.
Em 1983, uma petição com um milhão de assinaturas
em favor de uma anistia universal a todos os prisioneiros políticos
foi entregue ao secretário-geral das Nações Unidas.
Cada grupo da Anistia "adota" três prisioneiros de consciência:
um no Oriente, um no Ocidente e um no Terceiro Mundo. Passam então
a organizar o envio de cartas, as chamadas telefônicas, a publicidade
e todos os demais recursos não violentos que lhes pareçam
adequados para a libertação dos prisioneiros. Para centenas
de prisioneiros, esta pode ser a última esperança.
A Anistia Internacional recebeu em 1977 o Prêmio Nobel da Paz.
Seu lema é um antigo provérbio chinês: "Mais vale
acender uma vela que maldizer a escuridão".
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