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Desde o início dos tempos, os oceanos e os continentes se confrontam ao sabor das marés, dos ventos, das correntes. Do alto dos costões rochosos, a paisagem é
calma. Dá a dimensão do tempo, o longo tempo geológico
necessário para que se defina o desenho da linha de costa. Mas
do fundo do mar é possível ver melhor como muitas dessas
rochas surgiram do interior do planeta. Como no arquipélago de
Fernando de Noronha, um exemplo singular de
formações vulcânicas.
Se os primeiros navegantes chegaram a Fernando de Noronha em um dia de mar calmo e bom tempo, fatalmente abriram os olhos de espanto diante de tanta beleza.
Por esta razão os navegantes portugueses, com seu acento característico, deram origem ao nome do arquipélago, de tanto avisar seus companheiros ("abr’olhos!!)" para que mantivessem seus olhos bem abertos quando passassem pela região. Na região meridional, os rochedos de Torres são os guardiões do extremo sul do litoral brasileiro. Os navegantes que passam pelas formações resultantes de derrames basálticos sabem que dali em diante são mais de seiscentos quilômetros de praias, até o Arroio Chuí. Neste programa vamos falar dos costões e da vida que se desenvolve nas rochas do litoral, dos recifes de coral e do ambiente que eles criam, das ilhas vulcânicas... Enfim, dos cenários para a grande batalha entre o mar e os continentes.
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