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Água
- Um bem limitado
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Água para o Estado de São Paulo O Brasil possui 13,7% de toda a água doce do planeta e, desse total, 7% encontra-se na região da bacia hidrográfica do rio Paraná, que inclui o rio Tietê. O Estado de São Paulo tem 1,6% da água doce brasileira. O mais famoso rio que atravessa o Estado é o Tietê.
Seu nível
de poluição atinge o ponto máximo quando atravessa
o município de São Paulo. Seguindo aproximadamente
300 quilômetros rio abaixo, na região de Barra Bonita,
o Tietê já vai se tornando menos poluído. Mas,
se não receber o tratamento adequado, essa região
será uma das próximas a sofrer com a poluição
de suas águas, sem contar que aí desembocam dois afluentes
do Tietê: os rios Piracicaba e Sorocaba, já bastante
comprometidos. "Esse volume grande de informações que nós estamos passando tem uma direção. O que a SABESP na verdade pretende com isso? Em primeiro lugar, cumprir o seu papel de empresa de saneamento, que tem como direção fundamental a qualidade de vida das pessoas. O saneamento - água, esgoto sanitário - tem importância fundamental para a saúde pública. Mas nós temos que nos compenetrar que a água, apesar de muitas pessoas julgarem erradamente que é um bem ilimitado, tem condicionantes de quantidade e de qualidade. É por isso que a SABESP desenvolve vários programas, como o controle de perdas - que tem como objetivo reduzir as perdas físicas e não físicas de água de seu sistema - e o programa de uso racional da água, que tem como objetivo fazer com que a população não desperdice esse bem precioso, não só em termos de desperdiçar o bem em si, mas no sentido de fazer com que as suas contas tenham valores menores. Nesse sentido, a SABESP tem como objetivo não só preservar o bem, mas fazer com que economicamente a população tenha condições de pagar suas contas de água em valores compatíveis com o rendimento de cada um. Nós temos uma meta fundamental: fazer com que toda a população do Estado de São Paulo e, basicamente, aqueles que estão vivendo nos municípios em que a SABESP opera, tenham, até o final de 1998, CEM POR CENTO de abastecimento de água. Para isso, na região metropolitana, que mais sofre com o problema em função dos rodízios, nós temos um programa chamado Metropolitano de Água, com o objetivo de eliminar esse problema até o final de 1998".
Antônio Marsiglia Neto |
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Uma
Forma Equilibrada de Distribuição da Água
O aumento no consumo de água potável, o déficit no abastecimento e as limitações que existem nos sistemas produtor e distribuidor, têm provocado a adoção do rodízio no fornecimento de água. Numa cidade como São Paulo, o rodízio é uma necessidade e é a ferramenta da administração para regularizar a demanda e para que todos possam ter água disponível. "Quando a temperatura se eleva, o consumo de água aumenta. Para que não se fique com deficiência no abastecimento, a Sabesp adota um sistema de rodízio para oferecer a água disponível de uma forma mais equilibrada e justa. Dessa maneira, as pessoas que estão submetidas a rodízio podem ter garantia de que naqueles dias determinados a água irá chegar para o seu abastecimento. Agora, para eliminar completamente o problema do rodízio na Região Metropolitana, a Sabesp está investindo 693 milhões de reais no programa Metropolitano de Água. É um programa de obras que, através da construção de várias estações de tratamento, reservatórios e tubulações, permitirá que, ao final de 98, seja eliminado completamente o rodízio em toda a nossa região".
Amauri Pollachi
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O tratamento da água tem a finalidade de eliminar as impurezas prejudiciais e nocivas à saúde. Quanto mais poluído o manancial, mais complexo será o processo de tratamento e, portanto, mais cara será a água. "Na estação de tratamento de água nós recebemos a água bruta. Ela recebe o primeiro produto químico, que é sulfato de alumínio líquido. A função do sulfato de alumínio é justamente agregar aquelas partículas, aquele material que está dissolvido na água, ou seja, a sujeira".
Edgard Nardini de Lima Engenheiro/ Depois da adição do sulfato de alumínio, a água chega aos floculadores, onde recebe cloro - para a desinfecção - e polieletrólito, um produto químico que vai ajudar na floculação.
O filtro tem vida útil de 20 a 30 horas. Ao final desse período, deve ser lavado para a retirada da sujeira que ficou retida na filtragem. Depois de filtrada, a água recebe a adição de cal para elevar o PH, cloro e flúor. Só então ela está própria para o consumo. O padrão de potabilidade da água tratada e consumida pela população de São Paulo segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde, garantindo a inexistência de bactérias e partículas nocivas à saúde humana. Dessa forma, evita-se o surgimento de grandes surtos de epidemias, como a cólera e o tifo. E a SABESP faz o monitoramento da qualidade das águas em seus laboratórios, durante todo o processo de produção e distribuição. |
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Perdas de Água
A perda não física é a água usada pelos consumidores, mas que não é medida pela empresa de abastecimento de água, como as ligações clandestinas e outros tipos de fraudes. Dessa forma, obtém-se a perda total de 42 por cento do que é produzido na Região Metropolitana de São Paulo. No sistema público, o Programa de Redução de Perdas da SABESP visa, até 1998, reduzir a perda para 24 por cento. Ao mesmo tempo, a empresa desenvolve um programa de uso racional de água. Próxima: | Sabendo usar não vai faltar | |